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terça-feira, 5 de março de 2013

Maçonaria se prepara para escolher seu novo grão-mestre



No próximo dia 9, cerca de 40 mil homens que frequentam rituais secretos semanais, usam códigos para reconhecimento mútuo e se tratam socialmente como "irmãos" irão às urnas para escolher seu líder máximo.

Em quase 3.000 lojas maçônicas pelo país, os maçons que ostentam o título de "mestre" do Grande Oriente do Brasil (GOB) --o maior ramo da maçonaria brasileira-- irão escolher seu próximo soberano grão-mestre geral.

Cheia de simbolismos, a organização reproduz internamente a hierarquia institucional da República, com deputados, juízes, governadores e outros. Dentro da instituição, e guardadas as proporções, o cargo em disputa equivale ao da presidente Dilma Rousseff.



 A maçonaria costuma ser definida pelos próprios maçons como um clube que reúne "homens livres e de bons costumes", patrióticos e engajados em promover os princípios do lema "liberdade, igualdade e fraternidade".

Os rituais secretos são feitos em templos decorados com imagens celestes, falsas colunas gregas e símbolos do zodíaco. Lojas são os grupos fixos de maçons que se reúnem para os rituais.

Dentro da ordem há várias designações, usadas conforme o status do filiado: chanceler, guardião, soberano, venerável, eminente e sapientíssimo são algumas delas.

Em certos locais, maçons são reconhecidos pelo engajamento em ações filantrópicas. No senso comum, levam a fama de homens influentes e misteriosos que se ajudam para enriquecer, "um estereótipo bem distante da realidade", diz o engenheiro Francisco Anselmo, deputado maçom e estudioso do assunto.
   
 DISPUTA

Na eleição do GOB, o Grande Oriente do Brasil, o candidato mais conhecido é o senador (da República mesmo) Mozarildo Cavalcanti, do PTB de Roraima. Como maçom, ele é deputado da Assembleia Federal Legislativa da entidade. "Sou o único brasileiro deputado e senador ao mesmo tempo", gosta de repetir.

Concorrendo pela terceira vez --ele perdeu em 1993 e 1998--, Mozarildo tirou quatro meses de licença do Senado para dedicar-se com mais afinco à campanha. Com isso, deixou de participar da eleição de Renan Calheiros (PMDB-AL) para presidente do Congresso, por exemplo.

O nome de Mozarildo ganhou algum destaque no noticiário na época da demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Ele era contra a remoção dos fazendeiros da área, mas acabou derrotado quando o Supremo Tribunal Federal bateu o martelo sobre o tema.

Mozarildo ainda costuma ser citado como o campeão do uso da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar, a verba para reembolso de viagens, consultorias e outros gastos. Em 2012, ele usou R$ 464 mil contra uma média de R$ 268 mil de seus colegas. Em 2011, também liderou. 



 Na maçonaria, porém, ele é mais conhecido como o maior propagador da ideologia maçônica no Congresso. Uma pesquisa simples no site do Senado lista 87 pronunciamentos de Mozarildo sobre o assunto. Para efeito de comparação, o site informa que Eduardo Suplicy (PT-SP) fez 77 pronunciamentos com a expressão "renda básica".

No plenário, Mozarildo já leu o Manifesto da Grande Loja Maçônica de Roraima, já prestou homenagem ao Dia do Pai Maçom e já fez "uma análise do papel histórico da maçonaria no mundo, ressaltando a operosidade da instituição no contexto social".

Um dos maiores orgulhos do senador no parlamento é o livro "O Senado e a Maçonaria" (472 páginas), assinado por ele e pelo ex-senador Efraim Morais (DEM-RN), também maçom. Impressa na gráfica do Senado, a obra reúne 44 discursos de atuais e ex-senadores sobre o tema.

TRADIÇÃO

Em campanha, Mozarildo faz discurso pela abertura do Grande Oriente. "A maçonaria precisa sair da clausura, ser menos conservadora", diz. "Não pode se contentar em ser uma entidade só de cerimônias e condecorações."

Suas ideias de abertura, porém, não contemplam a revisão de algumas regras discriminatórias da entidade, como a recusa à participação de mulheres e o veto à filiação de deficientes físicos, tradições herdadas da Idade Média, dos primeiros grupos de pedreiros de templos, muralhas e castelos na Europa--a origem da instituição.

Outra cláusula fundamental da maçonaria é a não aceitação de ateus. Todo filiado é obrigado a acreditar em algum ser superior, independentemente da religião. Como pode ser qualquer deus, esse ser superior é chamado internamente de Grande Arquiteto do Universo, simbolizado pela letra "G".

Um dos concorrentes de Mozarildo na disputa é o atual grão-mestre geral do Grande Oriente do Brasil, o servidor público aposentado do Banco Central Marcos José da Silva, candidato à reeleição.
Editoria de Arte/Folhapress

Silva faz campanha ressaltando realizações de sua gestão, sempre dando ênfase aos aspectos financeiros. Além da manutenção de anuidade de R$ 90 por cinco anos "sem reajuste", o destaque é a construção de um centro cultural maçônico de 4.900 m² em Brasília, "obra de R$ 12 milhões totalmente paga à vista", ressalta João Guimarães, seu chefe de gabinete.

O terceiro aspirante é o advogado Benedito Marques Ballouk, membro do Tribunal de Contas do Município de São Paulo na "vida profana", como diz o jargão maçom; ex-grão-mestre de São Paulo na "vida maçônica", o equivalente a governador.

Na disputa, Ballouk também clama por modernização. Depois de exaltar a participação de maçons ilustres na Independência, na Proclamação da República e na Abolição da Escravatura --exaltações, aliás, feitas por todos os maçons ouvidos para esta reportagem--, Ballouk repete o mantra de sua campanha: "A maçonaria precisa voltar a ser parte da elite estratégica do país; hoje somos só uma elite convencional".

INFLUÊNCIA


Fundado em 1822, o Grande Oriente do Brasil é uma das três maiores "potências" maçônicas do país. Em 1927, por divergências eleitorais, um grupo saiu e fundou uma ordem concorrente, conhecida como Grandes Lojas. Em 1973, após nova ruptura, surgiu a "obediência" Grandes Orientes Independentes. Estima-se que, juntas, as três tenham 220 mil maçons.
O próximo comandante do Grande Oriente deverá assumir o controle da entidade num momento histórico paradoxal em seus 190 anos.

Contando mestres (os únicos votantes), companheiros e aprendizes --os três estágios internos--, são 78 mil maçons associados à ordem. A entidade nunca teve tanta gente. Mas, numa avaliação bastante comum entre os próprios adeptos, nunca foi tão pouco influente.

Entre os notáveis sempre louvados estão figuras como José Bonifácio, Patriarca da Independência e primeiro grão-mestre da instituição, D. Pedro I, Rui Barbosa, marechal Deodoro da Fonseca e Joaquim Nabuco.

Hoje, o mais ilustre é o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), que, no entanto, não costuma ser citado com muito entusiasmo por seus "irmãos". "Faz tempo que ele não aparece por aqui, acho que está inativo", diz o coronel aposentado da Polícia Militar de São Paulo Antonio Carlos Mendes, maçom oficial de gabinete do Grande Oriente paulista.

Nas contas de Mozarildo, há hoje 58 deputados federais maçons no Congresso Nacional e outros seis senadores. "Uma das minhas propostas é organizar a bancada da maçonaria", afirma. "Imagine só: seria maior que a de muitos partidos de hoje."

Enquanto a bancada não se organiza, os maçons da Câmara e do Senado só são notados quando sobem à tribuna para prestar homenagens à organização quando é 20 de agosto, o Dia do Maçom. No Senado, os seis que sempre comparecem, além de Mozarildo, são Alvaro Dias (PSDB-PR), Cícero Lucena (PSDB-PB), Gim Argelo (PTB-DF), Jayme Campos (DEM-MT), Sérgio Souza (PMDB-PR) e Valdir Raupp (PMDB-RO).










fonte: Folha de S. Paulo

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Justiça recolhe livros eróticos de livrarias em Macaé (RJ)



 A Justiça do Rio de Janeiro no município de Macaé (região norte do Estado) recolheu livros com conteúdo considerado impróprio para menores de 18 anos em duas livrarias da cidade.

A ordem foi expedida pelo juiz Raphael Baddini de Queiroz Campos, da segunda Vara de Família, da Infância, da Juventude e do Idoso de Macaé, que determinou que livros com conteúdo erótico que não estivessem em embalagens lacradas fossem retirados das prateleiras.

Na última segunda-feira (14), dois policiais e dois comissários da vara foram à livraria Nobel e a uma segunda, cujo nome não foi divulgado, e recolheram o material. A ação foi confirmada hoje pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A quantidade de exemplares recolhida não foi divulgada.

A motivação do juiz decorre, em parte, do sucesso do livro "50 Tons de Cinza", de E.L. James, que descreve a vida sexual de um jovem casal. Em sua ordem de serviço, o juiz diz que o título está exposto nas livrarias e pode ser folheado por menores de idade.

A decisão teve como base o artigo 78 do Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990, que determina que livros com conteúdo erótico devem estar expostos em embalagens lacradas.

Procurado pela Folha, o juiz não quis dar entrevista. Até a a manhã desta quinta-feira, o dono da franquia da livraria Nobel de Macaé não havia sido localizado.


 

sábado, 25 de agosto de 2012

Explosão em refinaria mata 26 na Venezuela


Uma explosão no complexo de refinarias de gás e petróleo em Paranaguá, o principal da Venezuela e um dos maiores do mundo, deixou 26 mortos e mais de 80 feridos. Segundo o vice-presidente, Elías Jaua, que se deslocou para acompanhar a situação da maior refinaria do país, localizada no Estado Falcón, a maioria dos mortos é de militares da Guarda Nacional Bolivariana (17) e deles é um menino de 10 anos.

As causas do acidente estão sendo investigadas, há suspeita que vazamento de gás que provocou explosão na zona de tanques de gás da refinaria Amuay, a maior das três que formam o complexo.

O ministro de Energia e Petróleo da Venezuela, Rafael Ramírez, disse que "foi uma explosão na área de armazenamento, produto de um vazamento de gás que, pelas condições climáticas que reinavam, ficou acumulado na área e, diante de uma fonte de ignição, explodiu".

A refinaria se encontra numa zona residencial e com comércios, onde moram trabalhadores do complexo com seus familiares, assim como famílias pobres que se instalaram nas áreas periféricas.

Chávez decreta luto nacional

O presidente Hugo Chávez decretou luto nacional em função da tragédia. "Decidi decretar um luto nacional de três dias porque isso afeta a todos nós, a grande família venezuelana, civil e militar", declarou o presidente durante um contato telefônico com membros de seu gabinete presentes no local dos fatos.

Chávez também transmitiu seu pesar aos familiares dos falecidos e fez um apelo para que a população fique "alerta e calma porque, em meio à tragédia, o perigo maior foi controlado".

"Ordenei uma investigação profunda sobre estes fatos e sobre suas causas. É preciso determinar causas, efeitos e tomar decisões que precisarem ser tomadas", acrescentou.

Cerca de 80 bombeiros especializados da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) continuam posicionados no lugar.

Depois da explosão, foi realizada uma parada programada da atividades do complexo, que deve voltar a funcionar dentro de dois dias, afirmou o ministro do setor.

Ramírez disse ainda que existem hidrocarbonetos suficientes armazenados para garantir o abastecimento do mercado interno. A refinaria de Amuay, que faz parte do Centro de Refinamento Paraguaná, e a maior deste país petroleiro e processa 645.000 barris de petróleo por dia. Segundo o site da PDVSA, o Centro de Refinamento de Paraguaná cobre mais de 60% da demanda de combustível da Venezuela.

A Venezuela - primeiro produtor de petróleo na América do Sul e quinto exportador mundial - produz em média três milhões de barris diários (mbd), segundo dados oficiais, apesar de a Opep afirmar que a oferta de petróleo do país é de 2,3 mbd.

A Opep certificou em 2011 que a Venezuela tem as maiores reservas mundiais de petróleo, com 296,5 bilhões de barris, acima das da Arábia Saudita, o país com maior capacidade de refino.

Em março passado, as autoridades venezuelanas informaram que esta cifra aumentou para 297,57 bilhões de barris.


 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Ministro lança campanha para atualizar caderneta de vacinação

 A pentavalente e a Vacina Inativada Poliomielite passam a fazer parte do Calendário Básico. Crianças menores de cinco anos, das regiões Norte, Nordeste e parte de Minas, irão receber megadoses de vitamina A, dentro do Programa Brasil Carinhoso.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta terça-feira (14) campanha de atualização da caderneta de vacinação das crianças. A ação tem como objetivo a melhoria da cobertura vacinal do público infantil e será realizada em conjunto entre o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de saúde de todo o país.  A ação ocorrerá no período de 18 a 24 de agosto, sendo 18 o dia D de divulgação e mobilização nacional.

Durante a entrevista coletiva, o ministro anunciou também a oferta de suplemento de vitamina A àscrianças menores de cinco anos - moradoras das regiões Norte, Nordeste e dos vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Minas Gerais. A medida integra o Programa Brasil Carinhoso, lançado em maio desde ano e que tem como meta a superação da extrema pobreza na primeira infância. 

Na campanha de atualização serão oferecidas à população alvo – crianças menores de cinco anos – várias vacinas. A pentavalente e a Vacina Inativada Poliomielite (VIP) também passam a fazer parte do calendário básico de criança.

 Confira a apresentação sobre atualização da caderneta de vacinação.

Crianças menores de cinco anos de idade devem ser levadas a um posto de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) para que a caderneta de saúde seja avaliada e o esquema vacinal atualizado, de acordo com a situação encontrada. Estarão disponíveis para esta ação todas as vacinas do calendário básico da criança. São elas: BCG, hepatite B, pentavalente, Vacina Inativada Poliomielite (VIP), Vacina Oral Poliomielite (VOP), rotavírus, pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e DTP (difteria, tétano e coqueluche).

“A partir de agora, no primeiro semestre, haverá a campanha de vacinação com as gotinhas para combater a poliomielite. No segundo semestre, teremos a campanha de atualização da caderneta infantil”, explicou o ministro. Ele destacou também a distribuição da vitamina A durante a campanha.    “Vamos aproveitar este momento de mobilização para expandir a oferta da vitamina A, já que o público é o mesmo, ou seja, crianças menores de cinco anos”, afirmou. Padilha explicou que serão utilizados as mesmas unidades de saúde e os profissionais para otimizar o atendimento. “Queremos evitar que crianças tenham deficiências com a vitamina A, que são a causa de doenças, como diarréia, pneumonias e infecções pulmonares”, enfatizou.

Para a operacionalização desta campanha, serão disponibilizados cerca de R$ 18,6 milhões, transferidos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) aos fundos estaduais e municipais. Aproximadamente 34 mil postos fixos de vacinação estarão abertos, além de postos volantes. Haverá o envolvimento de 350 mil profissionais de saúde e a utilização de cerca de 42 mil veículos. O público-alvo nesta faixa etária é de 14,1 milhões de crianças.

PENTAVALENTE – A vacina pentavalente é injetável e reúne em uma única aplicação a proteção de duas vacinas distintas, a tetravalente - que deixa de ser ofertada e protege contra difteria, tétano, coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b (meningite e outras doenças bacterianas) -  e a vacina contra a hepatite B.

 “Além do conforto para as crianças, por representar uma picada a menos, é uma medida de eficiência, de melhoria da gestão pública, com a economia de seringas e nos procedimentos de armazenagens”, avaliou o ministro.

A pentavalente será administrada aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida. Além desta vacina, a criança manterá os dois reforços com a DTP. O primeiro reforço deverá ser administrado aos 12 meses e o segundo aos quatro anos. Os recém-nascidos continuam a receber a primeira dose da vacina hepatite B nas primeiras 24 horas de vida, preferencialmente nas 12 horas, para prevenir a transmissão vertical. A vacina hepatite B também ficará disponível a outras crianças que já tinham esquema completo para tetravalente,mas não tinham para a hepatite B.

Foram adquiridas mais de oito milhões de vacinas que serão repassadas aos governos estaduais e ao Distrito Federal. Na primeira remessa, serão 726 mil doses para abastecer todo o Brasil (confira tabela abaixo).

PÓLIO INATIVADA – A partir de agora, as crianças que nunca foram imunizadas contra a paralisia infantil, irão tomar a primeira dose aos dois meses e a segunda aos quatro meses, com a vacina poliomielite inativada, de forma injetável. Já a terceira dose (aos seis meses), e o reforço (aos quinze meses) continuam com a vacina oral, ou seja, as duas gotinhas.

Enquanto a pólio não for erradicada no mundo, o Ministério da Saúde continuará a utilizar a vacina oral poliomielite (VOP), pois ainda existem três países (Nigéria, Afeganistão e Paquistão) endêmicos para a doença. OBrasil já está se preparando para utilizar, apenas, a vacina inativada quando ocorrer a erradicação da doença no mundo. A VIP será incluída na pentavalente junto com a vacina meningocócica C (conjugada) transformando-se na vacina heptavalente. Os laboratórios Bio-Manguinhos, Butantan e Fundação Ezequiel Dias (FUNED) estão desenvolvendo este projeto. A previsão é que a vacina heptavalente esteja disponível no Programa Nacional de Imunizações daqui a quatro ou cinco anos.

VACINA ORAL- As doses da VOP visam manter a imunidade populacional (de rebanho) contra o risco potencial de introdução de poliovírus selvagem através de viajantes oriundos de localidades que ainda apresentam casos autóctones da poliomielite, por exemplo.

Antes, a criança recebia a vacina oral poliomielite (VOP) em todo o esquema vacinal, aos 2 meses (primeira dose), 4 meses (segunda dose), 6 meses (terceira dose) e aos 15 meses (reforço).Agora, nas duas primeiras doses (2 e 4 meses de idade) a criança receberá a vacina inativada poliomielite (VIP) e na terceira dose (6 meses) e no reforço (15 meses) receberá a VOP. A criança menor de 5 anos de idade que iniciou esquema com VOP deverá completar o esquema com a mesma vacina. Já a criança menor de 5 anos, que ainda não iniciou esquema com VOP, deverá seguir o esquema sequencial.

VITAMINA A – O Ministério da Saúde vai disponibilizar megadoses de vitamina A para repor as deficiências nutricionais em crianças de 6 meses a 5 anos incompletos. A estratégia faz parte da Ação Brasil Carinhoso e também terá o seu dia de mobilização nacional, no próximo sábado 18 de agosto.

Para a campanha, serão priorizados os estados das regiões Norte e Nordeste, e as cidades das regiões do Vale do Mucuri e Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, totalizando 2.434 municípios. Para as demais regiões do país, no decorrer do ano, a suplementação de vitamina A será realizada durante a rotina de Atenção Integral à Saúde das Crianças que acontece nas Unidades Básicas de Saúde. Até o fim de 2012, a suplementação será ampliada às demais unidades da federação, contemplando 3.034 municípios em todos os estados brasileiros. Serão incluindo todos os municípios prioritários do Plano Brasil Sem Miséria, além dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas.

A suplementação contribui para reduzir a gravidade das infecções,  diminuição da morbimortalidade infantil e contribui para a saúde da visão e o pleno desenvolvimento cognitivo. A criança deve receber  duas doses anuais (não injetáveis), uma a cada seis meses. Cada município deverá adotar a sua estratégia para a identificação das crianças, de seis meses a menores de cinco anos, que serão atendidas e rotineiramente acompanhadas. A identificação pode  ser por demanda espontânea nas unidades de saúde (durante as consultas regulares do Crescimento e Desenvolvimento Infantil); por busca ativa por meio dos Agentes Comunitários de Saúde e Equipes Saúde da Família); ou por meio da indicação de parceiros que atuam na prevenção e controle dos distúrbios nutricionais, como, por exemplo, os líderes da Pastoral da Criança. 

CAMPANHA DE ATUALIZAÇÃO - DOSES AUTORIZADAS
Estado
VIP
Pentavalente
RONDONIA            13.920             10.000
ACRE              9.000             10.000
AMAZONAS            40.340             80.000
RORAIMA              5.140               6.000
PARA            76.080             36.660
AMAPA              7.640               3.000
TOCANTINS            13.300               8.000
NORTE          165.420           153.660
MARANHAO            65.920             60.000
PIAUI            27.240             30.000
CEARA            70.080             32.850
RIO GRANDE DO NORTE            26.080             20.000
PARAIBA            32.020             30.000
PERNAMBUCO            75.640             40.000
ALAGOAS            29.600             20.000
SERGIPE            18.720             10.000
BAHIA          116.100             60.000
NORDESTE          461.400           302.850
MINAS GERAIS          134.580             63.080
ESPIRITO SANTO            27.460             20.000
RIO DE JANEIRO          115.520           100.000
SAO PAULO          319.140           200.000
SUDESTE          596.700           383.080
PARANA            79.560           100.000
SANTA CATARINA            44.520             44.000
RIO GRANDE DO SUL            71.280             70.000
SUL          195.360           214.000
MATO GROSSO DO SUL            21.480             40.000
MATO GROSSO            25.860             20.020
GOIAS            46.660             46.000
DISTRITO FEDERAL            23.440             20.000
CENTRO - OESTE          117.440           126.020
BRASIL      1.536.320        1.179.610






quarta-feira, 6 de junho de 2012

Vídeo: Google explica por que IPv6 é essencial para crescimento da web

Empresa postou vídeo mostrando como protocolo antigo está saturado e precisa ser alterado para acomodar avalanche de dispositivos móveis

 (Video inglês, opção legenda em português)

Dia 6 de junho representa um marco para a Internet, que abrange provedoras de serviço, fabricantes de produtos de rede e usuários: o lançamento do protocolo IPv6. Mas, afinal, o que isso significa?

Todo aparelho eletrônico que compartilha informações na web precisa de um endereço de IP e, quando a Internet começou a operar, em 1983, o IPv4 conseguia comportar até 4.3 bilhões de endereços, o que parecia muito para a época. Contudo, 30 anos depois, assim como as operadoras de telefonia estão ficando sem números e celular, a Internet está ficando sem endereços de IP, ao ponto que mais e mais dispositivos móveis são vendidos.

Por isso as empresas e órgãos reguladores decidiram liberar a nova versão do protocolo, o IPv6, que comporta uma quantidade muito maior de pontos de terminação de Internet: cerca de 340 undecilhões de endereços de IP (o que representa 340 seguido de 36 dígitos). Esse movimento permitirá alocar essa onda de equipamentos (que abrange desde celulares até tablets e computadores) por um bom tempo, além de nos aproximar ainda mais da “Internet das Coisas”, um conceito de que todos os aparelhos eletrônicos estarão conectados à web e poderão se intercomunicar sem intervenção humana.

Para explicar todo esse processo, o Google publicou um vídeo em seu canal oficial no YouTube que explica a história da criação da web, o protocolo de IP e mostra porque a transição para o IPv6 é necessária para manter o crescimento da web.



 



fonte: IDGNow

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Inscrição do Enem é segunda

Análise da redação ficará mais rigorosa, 

com terceiro corretor e até banca examinadora

Começam segunda-feira as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), só pela Internet, no portal do Ministério da Educação (www.enem.inep.gov.br). As provas, que substituem o vestibular na maioria das universidades, serão aplicadas em 3 e 4 de novembro para cerca de 6 milhões de estudantes. O número é estimativa do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que ontem anunciou novas regras do Enem. A principal mudança é o critério de correção da redação, que ano passado, motivou candidatos a entrar na Justiça para pedir revisão da nota.


Este ano a redação, que vale 1.000 pontos, será lida por dois corretores. Se as notas dadas por eles tiverem diferença superior a 200 pontos — em vez de 300 pontos, como era até 2011 — a redação será revista por um terceiro avaliador. Se esse corretor não chegar a consenso com os outros dois, o texto será submetido a uma banca examinadora, que dará a nota final.

Corretores vão atribuir notas para cinco competências: domínio da língua portuguesa, compreensão do tema, capacidade de argumentação, conhecimento sobre o tema e apresentação de solução para a proposta dissertativa. Cada corretor deverá atribuir nota de zero a 200 pontos para cada item. A terceira correção também será aplicada se houver diferença superior a 80 pontos em pelo menos um item.

“O maior rigor na correção dará mais segurança aos estudantes”, diz Mercadante. Segundo o ministro, todos os participantes receberão a redação corrigida. Em julho, o MEC disponibilizará na Internet manual do Enem, com as melhores redações e dicas de estudo. 

Mais rigor para obter o diploma

Estudantes que farão o Enem para conseguir o diploma do Ensino Médio deverão obter, no mínimo, 450 pontos em cada uma das áreas do conhecimento e 500 na redação. Até ano passado, eram necessários 400 pontos. “É uma exigência mais rigorosa para conceder a certificação”, diz Aloizio Mercadante.

As inscrições podem ser feitas até 15 de junho. A taxa de inscrição permanece em R$ 35, sendo que alunos que estejam cursando o 3º ano do Ensino Médio em escola pública estão isentos do pagamento.

No 1º dia do exame, que cairá num sábado, candidatos terão 4h30 para responder questões de Ciências Humanas e da Natureza. No domingo, terão uma hora a mais para fazer prova de Matemática e Linguagem e redação. A divulgação do gabarito será em 7 de novembro e o resultado, em 28 de dezembro. O edital da prova sai nesta sexta-feira no Diário Oficial da União. 






quarta-feira, 16 de novembro de 2011

No Brasil, 13,9 milhões não sabem ler e escrever


Ler ou escrever um bilhete simples ainda não é tarefa possível para 13,9 milhões de brasileiros (ou 9,6% da população) com mais de 15 anos, segundo dados do Censo Demográfico 2010 publicados nesta quarta-feira, dia 16, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa, embora represente uma redução no índice de analfabetismo em relação ao levantamento de 2000, que era de 13,6%, mostra que o País ainda precisa alfabetizar 9,7 milhões de pessoas para alcançar a meta do Plano Nacional de Educação e acordada com a ONU para 2015, de ter apenas 6,7% de analfabetos.

Se consideradas na amostra as crianças com mais de 10 anos, idade em que elas já deveriam estar alfabetizadas, a taxa reduz um pouco, para 9% da população ou 14,6 milhões de pessoas sem saber ler e escrever. Entre os de 10 a 14 anos, em 2010, havia 671 mil não alfabetizados, uma taxa de 3,9%, e entre os jovens que têm de 15 e 19 anos chega a 2,2%.
Evolução da taxa de analfabetismo

Índice de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever desde 1940. Assim como nos últimos levantamentos sobre a alfabetização dos brasileiros, os maiores índices de analfabetos aparecem entre os mais velhos, da zona rural, nas regiões Nordeste e Norte.


Entre os que têm mais de 65 anos, a taxa chega a 29,4%. Na área urbana, de 2000 para 2010 o índice de pessoas de 15 anos ou mais sem ler e escrever caiu de 10,2% para 7,3%, mas na área rural ainda é de 23,2% (antes era 29,8%). O Nordeste tem 19,1% de analfabetos, seguido da Região Norte, com 11,2%. Em ambas as regiões aconteceu o mesmo que no resto do Brasil, o analfabetismo diminuiu: em 2000, era de 26,2% e 16,3%, respectivamente.

As regiões Sul, 5,1% de analfabetos, e Sudeste, 5,4%, apresentam índices já de acordo com a meta brasileira para 2015. Se forem considerados os Estados, a menor taxa do País é a do Distrito Federal, com 3,5%, e a maior é a de Alagoas: 24,3%. 
Renda x alfabetização

A renda é outro fator que influencia diretamente o nível de alfabetização do brasileiro. Levando-se em conta as pessoas com mais de 10 anos sem rendimento ou ganhando até um quarto do salário mínimo per capita, a taxa de analfabetismo é de 17,6%. No entanto, entre os que têm rendimento domiciliar por pessoa de 1 a 2 salários mínimos, essa taxa cai para apenas 3,5%, chegando a 1,2% entre os que ganham de 2 a 3 salários e quase zerando nos que recebem mais de 5 salários (0,4%).






fonte: Correio do Estado

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Menores de 2 anos não devem assistir a TV; diz pesquisa




Ver televisão ou vídeos não é aconselhável para crianças menores de dois anos. Pesquisas mostram que a prática pode afetar seu desenvolvimento, afirmou nesta terça-feira um grupo de pediatras americanos.

Em vez de permitir que as crianças vejam vídeos ou televisão, os pais deveriam falar com elas e estimulá-las para que brinquem de forma independente, afirma a primeira diretriz divulgada em mais de uma década pela Academia Americana de Pediatria (AAP, em inglês).

O Conselho segue a linha da recomendação emitida em 1999 pela maior associação americana de pediatras, mas esta publicação também adverte os pais sobre como seus próprios hábitos televisivos podem retardar a capacidade de falar com seus filhos.

"Essa diretiva atualizada traz mais evidências de que os meios de comunicação - tanto em primeiro como em segundo plano - têm um efeito potencialmente negativo e nenhum efeito positivo conhecido para as crianças menores de dois anos", sustentou. "Portanto, a AAP reafirma suas recomendações de desaconselhar o uso de meios deste tipo nesta faixa etária", acrescentou.

Essa última diretiva não se refere a jogos interativos como os videogames, smartphones e outros dispositivos, mas sim a meios de comunicação cujo consumo através de qualquer tipo de tela seja passivo, como o telefone, o computador, a televisão e outros.

O pediatra Ari Brown explicou que esta atualização era necessária devido ao aumento dos lançamentos de DVD segmentados para crianças menores de 2 anos e pelo fato de quase 90% dos pais reconhecerem que seus filhos veem algum tipo de meio de comunicação eletrônico.

A AAP convocou os pediatras a abordar o tema do uso da tecnologia com os novos pais e afirmou que qualquer adulto deve estar consciente do quanto está distraído quando a televisão está ligada.
Os estudos citados na diretiva indicam que os pais interagem menos com seus filhos quando a televisão está em funcionamento e que uma criança que brinca em frente à televisão olhará o aparelho - se ele estiver ligado, inclusive como som de fundo - três vezes por minuto.

"Há alguma evidência científica que mostra que quanto menos tempo se dedica a uma criança, mais pobre é sua linguagem". Nem mesmo os chamados vídeos educativos estão beneficiando as crianças menores de dois anos, já que elas são muito pequenas para entender as imagens na tela, disse a AAP.

"As propriedades educativas dos meios de comunicação para crianças menores de dois anos continuam sem ser demonstradas, apesar do fato de três quartos dos produtos audiovisuais infantis mais vendidos terem reivindicações educativas implícitas ou explícitas", acrescentou.

"Um espaço de brincadeiras livre é mais valioso para o desenvolvimento cerebral do que qualquer exposição a meios de comunicação eletrônicos", concluiu a Academia Americana de Pediatria.


fonte: Terra