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domingo, 28 de abril de 2013

Homens pobres são melhores namorados! Veja por que?



Todos pensam que as mulheres se interessam pelos homens mais ricos. Pode até ser verdade, mas agora elas terão ótimos motivos para darem uma chance aos menos endinheirados.

Não é de hoje que já percebemos que os mais ricos colocam o relacionamento em segundo plano, enquanto os mais pobres se esforçam muito pela relação.

Confira algumas razões pelas quais você deve dar uma chance aos homens pobres:

São mais fiéis


Os caras famosos, cheios de dinheiro são tentados a trair. Pesquisas mostram que aqueles que ganham menos são mais fieis, e que os mais ricos são mais mentirosos. Exemplo disso é o jogador Tiger Woods que admitiu ser viciado em sexo e declarou se sentir tentado a trair por causa do seu sucesso.

Conquistam seus amigos


Segundo o jornal americano Psychological Science, os homens mais pobres são mais educados do que os ricos quando conhecem novas pessoas. Então o menos endinheirado vai se esforçar muito mais para conquistar os seu amigos e fazer parte do seu convívio social.

Incentiva suas ambições


Um homem de sucesso pode até ser mais sexy do que os outros, mas eles tendem a se preocuparem unicamente com eles, enquanto os menos favorecidos são compreensivos e incentivam as companheiras a alcançarem seus sonhos.

Sexo de qualidade


O homem que tem uma condição financeira não muito boa, vai usar tudo o que tem para conquistar e manter a sua mulher. Logo, ele irá caprichar na hora do sexo na tentativa de conquistar o coração de sua amada de todas as maneiras.

Existem muitos outros motivos para fazerem as mulheres desencanarem dessa ideia de que homem tem que ser rico. Já passou da hora de conquistarem as coisas por si próprias, sem depender do companheiro. Na hora de dar ou não uma chance para um homem é necessário avaliar outros fatores que são muito mais importantes do que o financeiro, como a forma que ele te trata, a atenção, o carinho e honestidade.

Texto:Atila Rodrigues




 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Vida e Obra de Machado de Assis


Machado de Assis

(...) Assim são as páginas da vida,
como dizia meu filho quando fazia versos,
e acrescentava que as páginas vão
passando umas sobre as outras,
esquecidas apenas lidas.

"Suje-se Gordo!"

Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis.
  
De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Criado no morro do Livramento, consta que ajudava a missa na igreja da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava trabalhando.
  
Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender.  Consta que, em São Cristóvão, conheceu uma senhora francesa, proprietária de uma padaria, cujo forneiro lhe deu as primeiras lições de Francês. Contava, também, com a proteção da madrinha D. Maria José de Mendonça Barroso, viúva do Brigadeiro e Senador do Império Bento Barroso Pereira, proprietária da Quinta do Livramento, onde foram agregados seus pais.
 
Aos 16 anos, publica em 12-01-1855 seu primeiro trabalho literário, o poema "Ela", na revista Marmota Fluminense, de Francisco de Paula Brito. A Livraria Paula Brito acolhia novos talentos da época, tendo publicado o citado poema e feito de Machado de Assis seu colaborador efetivo.

Com 17 anos, consegue emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, e começa a escrever durante o tempo livre.  Conhece o então diretor do órgão, Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um sargento de milícias, que se torna seu protetor.

Em 1858 volta à Livraria Paula Brito, como revisor e colaborador da Marmota, e ali integra-se à sociedade lítero-humorística Petalógica, fundada por Paula Brito. Lá constrói o seu círculo de amigos, do qual faziam parte Joaquim Manoel de Macedo, Manoel Antônio de Almeida, José de Alencar e Gonçalves Dias.

Começa a publicar obras românticas e, em 1859, era revisor e colaborava com o jornal Correio Mercantil. Em 1860, a convite de Quintino Bocaiúva, passa a fazer parte da redação do jornal Diário do Rio de Janeiro. Além desse, escrevia também para a revista O Espelho (como crítico teatral, inicialmente), A Semana Ilustrada(onde, além do nome, usava o pseudônimo de Dr. Semana) e Jornal das Famílias.
 
Seu primeiro livro foi impresso em 1861, com o título Queda que as mulheres têm para os tolos, onde aparece como tradutor.  No ano de 1862 era censor teatral, cargo que não rendia qualquer remuneração, mas o possibilitava a ter acesso livre aos teatros. Nessa época, passa a colaborar em O Futuro, órgão sob a direção do irmão de sua futura esposa, Faustino Xavier de Novais.
 
Publica seu primeiro livro de poesias em 1864, sob o título de Crisálidas.
 
Em 1867, é nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial.

Agosto de 1869 marca a data da morte de seu amigo Faustino Xavier de Novais, e, menos de três meses depois, em 12 de novembro de 1869, casa-se com Carolina Augusta Xavier de Novais.

Nessa época, o escritor era um típico homem de letras brasileiro bem sucedido, confortavelmente amparado por um cargo público e por um  casamento feliz que durou 35 anos. D. Carolina, mulher culta, apresenta Machado aos clássicos portugueses e a vários autores da língua inglesa.

Sua união foi feliz, mas sem filhos. A morte de sua esposa, em 1904, é uma sentida perda, tendo o marido dedicado à falecida o soneto Carolina, que a celebrizou.
 
Seu primeiro romance, Ressurreição, foi publicado em 1872.  Com a nomeação para o cargo de primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, estabiliza-se na carreira burocrática que seria o seu principal meio de subsistência durante toda sua vida.
 
No O Globo de então (1874), jornal de Quintino Bocaiúva, começa a publicar em folhetins o romance A mão e a luva. Escreveu crônicas, contos, poesias e romances para as revistas O Cruzeiro, A Estação e Revista Brasileira.
Sua primeira peça teatral é encenada no Imperial Teatro Dom Pedro II em junho de 1880, escrita especialmente para a comemoração do tricentenário de Camões, em festividades programadas pelo Real Gabinete Português de Leitura.

Na Gazeta de Notícias, no período de 1881 a 1897, publica aquelas que foram consideradas suas melhores crônicas.
Em 1881, com a posse como ministro interino da Agricultura, Comércio Obras Públicas do poeta Pedro Luís Pereira de Sousa, Machado assume o cargo de oficial de gabinete.
Publica, nesse ano, um livro extremamente original , pouco convencional para o estilo da época: Memórias Póstumas de Brás Cubas -- que foi considerado, juntamente com O Mulato, de Aluísio de Azevedo, o marco do realismo na literatura brasileira.
 
Extraordinário contista, publica Papéis Avulsos em 1882, Histórias sem data (1884), Vária Histórias (1896), Páginas Recolhidas (1889), e Relíquias da casa velha (1906).
Torna-se diretor da Diretoria do Comércio no Ministério em que servia, no ano de 1889.

Grande amigo do escritor paraense José Veríssimo, que dirigia a Revista Brasileira, em sua redação promoviam reuniões os intelectuais que se identificaram com a idéia de Lúcio de Mendonça de criar uma Academia Brasileira de Letras. Machado desde o princípio apoiou a idéia e compareceu às reuniões preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, cargo que ocupou até sua morte, ocorrida no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1908. Sua oração fúnebre foi proferida pelo acadêmico Rui Barbosa.
É o fundador da cadeira nº. 23, e escolheu o nome de José de Alencar, seu grande amigo, para ser seu patrono.

Por sua importância, a Academia Brasileira de Letras passou a ser chamada de Casa de Machado de Assis.

Dizem os críticos que Machado era "urbano, aristocrata, cosmopolita, reservado e cínico, ignorou questões sociais como a independência do Brasil e a abolição da escravatura. Passou ao longe do nacionalismo, tendo ambientado suas histórias sempre no Rio, como se não houvesse outro lugar. ... A galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observação psicológica.  ...  Sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e outra parnasiano-realista, quando desenvolveu inconfundível estilo desiludido, sarcástico e amargo. O domínio da linguagem é sutil e o estilo é preciso, reticente. O humor pessimista e a complexidade do pensamento, além da desconfiança na razão (no seu sentido cartesiano e iluminista), fazem com que se afaste de seus contemporâneos."

BIBLIOGRAFIA:

Comédia
Desencantos, 1861.
Tu, só tu, puro amor, 1881.
Poesia
Crisálidas, 1864.
Falenas, 1870.
Americanas, 1875.
Poesias completas, 1901.
Romance
Ressurreição, 1872.
A mão e a luva, 1874.
Helena, 1876.
Iaiá Garcia, 1878.
Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881.
Quincas Borba, 1891.
Dom Casmurro, 1899.
Esaú Jacó, 1904.
Memorial de Aires, 1908.
Conto:
Contos Fluminenses,1870.
Histórias da meia-noite, 1873.
Papéis avulsos, 1882.
Histórias sem data, 1884.
Várias histórias, 1896.
Páginas recolhidas, 1899.
Relíquias de casa velha, 1906.
Teatro
Queda que as mulheres têm para os tolos, 1861
Desencantos, 1861
Hoje avental, amanhã luva, 1861.
O caminho da porta, 1862.
O protocolo, 1862.
Quase ministro, 1863.
Os deuses de casaca, 1865.
Tu, só tu, puro amor, 1881.
Algumas obras póstumas
Crítica, 1910.
Teatro coligido, 1910.
Outras relíquias, 1921.
Correspondência, 1932.
A semana, 1914/1937.
Páginas escolhidas, 1921.
Novas relíquias, 1932.
Crônicas, 1937.
Contos Fluminenses - 2º. volume, 1937.
Crítica literária, 1937.
Crítica teatral, 1937.
Histórias românticas, 1937.
Páginas esquecidas, 1939.
Casa velha, 1944.
Diálogos e reflexões de um relojoeiro, 1956.
Crônicas de Lélio, 1958.
Conto de escola, 2002.
Antologias
Obras completas (31 volumes), 1936.
Contos e crônicas, 1958.
Contos esparsos, 1966.
Contos: Uma Antologia (02 volumes), 1998

Em 1975, a Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministério da Educação e Cultura, organizou e publicou as Edições críticas de obras de Machado de Assis, em 15 volumes.

Seus trabalhos são constantemente republicados, em diversos idiomas, tendo ocorrido a adaptação de alguns textos para o cinema e a televisão.



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Bandidos fazem uma cidade inteira refém no interior da Bahia



O assalto aconteceu na cidade de Castro Alves. Bandidos fizeram reféns em uma agência bancária e saíram pelas ruas atirando.

Moradores de uma pequena cidade do interior da Bahia viveram momentos de pânico. Bandidos fizeram reféns em uma agência bancária e saíram pelas ruas atirando. Duas pessoas ficaram feridas.

Imagens exclusivas, gravadas por um cinegrafista amador, mostram homens encapuzados e com armamento pesado. Os clientes são levados para a rua e mantidos reféns junto com o vigilante do banco, amarrado na caminhonete usada pelo bando.

Um assaltante sai levando um malote de dinheiro. Em seguida, outros dois saem com mais clientes e obrigam alguns deles a atirar moedas na rua. Dez reféns são colocados em duas caminhonetes, entre eles o gerente e o subgerente. Um bandido dispara várias vezes para intimidar a multidão que assiste de longe.

Um tiro acertou um rapaz de 27 anos, que estava em um ônibus estacionado. Os bandidos contornaram a praça e deixaram a cidade sem muita pressa, levando os clientes e funcionários. Uma multidão correu para disputar as moedas espalhadas na rua.

“Eles chegaram, pararam o carro e saíram atirando logo na porta do banco, nos vidros, lá dentro. A sorte de quem estava dentro do banco é que nenhum tiro pegou em ninguém”, conta um senhor.

Os reféns foram deixados em duas cidades vizinhas. A Polícia Militar informou que um helicóptero e grupamentos especiais da Polícia Militar foram deslocados para a região de Castro Alves para ajudar nas buscas à quadrilha.


fonte: Agência de Noticias Jornal Floripa

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Google+ versus Facebook: qual é o melhor para os negócios?


Desde que a Google abriu a possibilidade de negócios criarem páginas no Google+, há duas semanas, passou a disponibilizar ferramentas básicas para que companhias entrem nessa rede.

Enquanto os analistas da indústria acreditam que o Google+ Pages poderá encontrar um nicho lucrativo no mundo de redes sociais entre os usuários corporativos, por enquanto há uma percepção de que o Facebook pode superar o Google+ quando se trata de fornecer às empresas um lugar para atingir o coração dos clientes.

"Acredito que a Google vem tentando encontrar equilíbrio entre responder rapidamente a uma grande demanda do mercado - o apoio à presença comercial no Google+ Pages - versus disponibilizar uma oferta mais completa ao mercado", aponta Ray Valdes, analista do instituto de pesquisas Gartner. "A gigante de buscas escolheu não esperar até que o Google+ Pages ganhe características importantes, mas secundárias, como transferências de conta e suporte a arquivos de áudio. “Esse setor caminha rapidamente, e a Google não se deu ao luxo de esperar até que a oferta estivesse totalmente completa”, acrescenta o executivo.

Por enquanto, há uma lista de recursos que o Google+ Pages não conta, incluindo a capacidade para que as empresas ofereçam promoções ou cupons, bem como a possibildiade de hospedar concursos ou sorteios. Empresas em páginas do Google+ também não podem vender produtos. Muitos desses recursos estão disponíveis no Facebook e, agora, os usuários os querem no Google+ Pages.

Em julho, logo após a Google ter permitido a criação de páginas no Google+, o Facebook lançou o Facebook para Negócios, que basicamente é um guia para auxiliar empresas a usar recursos do Facebook direcionados para os negócios, social plug-ins e anúncios.

O Facebook deixou claro que queria fisgar as empresas e tirou vantagem da demora do lançamento do Google+ Pages. Agora, meses depois, analistas do mercado dizem que é evidente que o Google+ ainda precisa amadurecer. De acordo com Valdes, o Google+ Pages é um bom começo e a empresa irá completar a oferta nos próximos meses. 

“No momento, o Facebook tem uma oferta mais completa, mas tudo isso pode mudar rapidamente. Google e Facebook não são escolhas excludentes. Muitas empresas têm um blog e um Twitter e uma página no Facebook. Agora, uma parte deles irá adicionar uma página no Google+”, diz Valdes.

De acordo com ele, alguns pontos estão posicionando a ferramenta da Google positivamente. “Muitas empresas estão inseridas no mundo da rede social e enxergam com bons olhos a audiência da Google”, aponta. “Se a Google adicionar processos para aprimorar a solução, será realmente útil e valiosa para as companhias”, completa.

Dan Olds, analista do Gabriel Consulting Group, disse que ainda há espaço para a Google tornar-se a ferramenta que estará no topo das estratégias sociais das organizações. Mas primeiro, diz, precisa sanar os problemas dos usuários têm notado nos últimos dias.

"Existem algumas limitações reais nas páginas voltadas para o setor corporativo do Google+ que tornam mais difícil para as empresas usar a solução da maneira que quiserem. Esse quadro pode reduzir significativamente a adoção", avalia. "Por exemplo, apenas uma única pessoa pode gerenciar a conta, por isso ou o indivíduo será responsável pela página da empresa ou terá de compartilhar os dados de login e senha com várias pessoas. Isso não é recomendado."

Ao analisar esses pontos, de acordo com Olds, o Facebook tem vantagem quando se trata de rede social mais alinhada às empresas. Mas ele espera que a Google trabalhe para mudar esse cenário. Pro outro lado, diz, nenhuma ferramenta é “tudo para todos”.

Valdes espera ver, nas próximas atualizações do Google+, mais integração com outros serviços do Google, como a ferramenta de busca. Nas últimas semanas, a Google afirmou que é exatamente essa a ideia que tem daqui para frente. Em setembro, o CEO da Google, Larry Page disse que quer "transformar" a empresa, integrando seus diversos serviços com o Google+.

Não há dúvidas, aponta o analista, de que a Google deu um enorme passo nessa direção em outubro quando anunciou que tinha integrado o Google+ com o Google Apps, um pacote de aplicativos corporativos baseado em nuvem.




terça-feira, 18 de outubro de 2011

Menores de 2 anos não devem assistir a TV; diz pesquisa




Ver televisão ou vídeos não é aconselhável para crianças menores de dois anos. Pesquisas mostram que a prática pode afetar seu desenvolvimento, afirmou nesta terça-feira um grupo de pediatras americanos.

Em vez de permitir que as crianças vejam vídeos ou televisão, os pais deveriam falar com elas e estimulá-las para que brinquem de forma independente, afirma a primeira diretriz divulgada em mais de uma década pela Academia Americana de Pediatria (AAP, em inglês).

O Conselho segue a linha da recomendação emitida em 1999 pela maior associação americana de pediatras, mas esta publicação também adverte os pais sobre como seus próprios hábitos televisivos podem retardar a capacidade de falar com seus filhos.

"Essa diretiva atualizada traz mais evidências de que os meios de comunicação - tanto em primeiro como em segundo plano - têm um efeito potencialmente negativo e nenhum efeito positivo conhecido para as crianças menores de dois anos", sustentou. "Portanto, a AAP reafirma suas recomendações de desaconselhar o uso de meios deste tipo nesta faixa etária", acrescentou.

Essa última diretiva não se refere a jogos interativos como os videogames, smartphones e outros dispositivos, mas sim a meios de comunicação cujo consumo através de qualquer tipo de tela seja passivo, como o telefone, o computador, a televisão e outros.

O pediatra Ari Brown explicou que esta atualização era necessária devido ao aumento dos lançamentos de DVD segmentados para crianças menores de 2 anos e pelo fato de quase 90% dos pais reconhecerem que seus filhos veem algum tipo de meio de comunicação eletrônico.

A AAP convocou os pediatras a abordar o tema do uso da tecnologia com os novos pais e afirmou que qualquer adulto deve estar consciente do quanto está distraído quando a televisão está ligada.
Os estudos citados na diretiva indicam que os pais interagem menos com seus filhos quando a televisão está em funcionamento e que uma criança que brinca em frente à televisão olhará o aparelho - se ele estiver ligado, inclusive como som de fundo - três vezes por minuto.

"Há alguma evidência científica que mostra que quanto menos tempo se dedica a uma criança, mais pobre é sua linguagem". Nem mesmo os chamados vídeos educativos estão beneficiando as crianças menores de dois anos, já que elas são muito pequenas para entender as imagens na tela, disse a AAP.

"As propriedades educativas dos meios de comunicação para crianças menores de dois anos continuam sem ser demonstradas, apesar do fato de três quartos dos produtos audiovisuais infantis mais vendidos terem reivindicações educativas implícitas ou explícitas", acrescentou.

"Um espaço de brincadeiras livre é mais valioso para o desenvolvimento cerebral do que qualquer exposição a meios de comunicação eletrônicos", concluiu a Academia Americana de Pediatria.


fonte: Terra