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segunda-feira, 17 de junho de 2013

PMs se sentam com ativistas durante protesto e são aplaudidos em SP



Durante os protestos em São Paulo, na noite desta segunda-feira, um grupo de cerca de 10 policiais militares acompanharam ativistas e se sentaram na avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini. Eles foram aplaudidos por integrantes do protesto.

"Isso é uma demonstração de respeito da Polícia Militar à vontade política da população", diz Matheus Prei, integrante do Movimento Passe Livre e que acompanha os policiais. "Estamos vivendo uma experiência que nunca vivemos. Estamos aprendendo com essa passeata. Quando a gente não é reprimido, a gente consegue manter o controle das pessoas e não tem vandalismo, nem violência."

Cenas de guerra nos protestos em SP


A cidade de São Paulo enfrenta protestos contra o aumento na tarifa do transporte público desde o dia 6 de junho. Manifestantes e policiais entraram em confronto em diferentes ocasiões e ruas do centro se transformaram em cenários de guerra. Enquanto policiais usavam bombas e tiros de bala de borracha, manifestantes respondiam com pedras e rojões.

Durante os atos, portas de agências bancárias e estabelecimentos comerciais foram quebrados, ônibus, muros e monumentos pichados e lixeiras incendiadas. Os manifestantes alegam que reagem à repressão opressiva da polícia, que age de maneira truculenta para tentar conter ou dispersar os protestos.

Cronologia do protesto em SP


Segundo a administração pública, em quatro dias de manifestações mais de 250 pessoas foram presas, muitas sob acusação de depredação de patrimônio público e formação de quadrilha. No dia 13 de junho, bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela Polícia Militar na rua da Consolação deram início a uma sequência de atos violentos por parte das forças de segurança, que se espalharam pelo centro.

O cenário foi de caos: manifestantes e pessoas pegas de surpresa pelo protesto correndo para todos os lados tentando se proteger; motoristas e passageiros de ônibus inalando gás de pimenta sem ter como fugir em meio ao trânsito; e vários jornalistas, que cobriam o protesto, detidos, ameaçados ou agredidos.
População ficou no meio de confronto em SP.

No dia seguinte ao protesto marcado pela violência, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) declarou que via "ações coordenadas" oportunistas no movimento, reiterou "a defesa do direito de ir e vir" da população, mas garantiu que não permitirá que os manifestantes prejudiquem a circulação de veículos e pessoas. No mesmo dia, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que a polícia deve ser investigada por abusos cometidos, mas não deixou de criticar a ação dos ativistas.

As agressões da polícia repercutiram negativamente na imprensa e também nas redes sociais. Vítimas e testemunhas da ação violenta divulgaram relatos, fotografias e vídeos na internet. A mobilização ultrapassou as fronteiras do País e ganhou as ruas de várias cidades do mundo. Dezenas de manifestações foram organizadas em outros países em apoio aos protestos em São Paulo e repúdio à ação violenta da Polícia Militar. Eventos foram marcados pelas redes sociais em quase 30 cidades da Europa, Estados Unidos e América Latina.

As passagens de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no dia 2 de junho. A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011. Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. "O reajuste abaixo da inflação é um esforço da prefeitura para não onerar em excesso os passageiros", disse em nota.

O prefeito da capital havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o transporte público. A proposta foi aprovada, mas não houve manifestação da administração municipal sobre redução das tarifas.


domingo, 24 de março de 2013

Wikipédia - A maior enciclopédia do mundo, 5º maior site do mundo



Wikipédia é um projeto de enciclopédia multilíngue de licença livre, baseado na web, colaborativo e apoiado pela Fundação Wikimedia, uma organização sem fins lucrativos. Seus 25 milhões de artigos (773 735 em português em 22 de março de 2013) foram escritos de forma colaborativa por voluntários ao redor do mundo e quase todos os seus verbetes podem ser editados por qualquer pessoa com acesso ao site. Em março de 2013 havia edições da Wikipédia em 285 idiomas. A Wikipédia foi lançada em 15 de janeiro de 2001 por Jimmy Wales e Larry Sanger e tornou-se a maior e mais popular obra de referência geral na Internet, sendo classificado em torno da sétima posição entre todos os websites do Alexa e tendo cerca de 365 milhões de leitores. A Wikipédia é uma ferramenta de pesquisa amplamente utilizada por estudantes e tem influenciado o trabalho de publicitários, pedagogos, sociólogos e jornalistas, que usam seu material mesmo que nem sempre citem suas fontes. 

O nome Wikipedia foi criado por Larry Sanger e é uma combinação de wiki (uma tecnologia para criar sites colaborativos, a partir da palavra havaiana wiki, que significa "rápido") e enciclopédia. A palavra "Wikipédia" é uma adequação lusófona da forma original anglófona sobre a fusão dos dois nomes que escrevem Wiki" + "pedia. Em português, o prefixo "Wiki", somado ao sufixo de "enciclopédia", ganhando acento diacrítico agudo no e, para atender à gramática lusófona.

A Wikipédia afasta-se do estilo tradicional de construção de uma enciclopédia, e a grande presença de conteúdo não-acadêmico foi observada várias vezes. Quando a revista Time reconheceu "Você" como a Pessoa do Ano de 2006, devido ao sucesso acelerado da colaboração online e a interação de milhões de usuários ao redor do mundo, citou a Wikipédia como um dos vários exemplos de serviços Web 2.0, juntamente com o YouTube, MySpace e Facebook. Alguns têm notado a importância da Wikipédia, não apenas como uma referência enciclopédica, mas também como um recurso de notícias atualizado com frequência por causa da rapidez com que artigos sobre acontecimentos recentes aparecem. Estudantes têm sido orientados a escrever artigos para a Wikipédia como um exercício de explicar de forma clara e sucinta conceitos difíceis para um público não iniciado.

Embora as políticas da Wikipédia defendam fortemente a verificabilidade e um ponto de vista neutro, seus críticos acusam-na de viés sistêmico e inconsistências (incluindo o peso excessivo dado à cultura popular) e alegam que ela favorece o consenso sobre credenciais em seus processos editoriais. Sua confiabilidade e precisão também são alvo de críticas. Outras críticas apontam a sua suscetibilidade ao vandalismo e à adição de informações falsas ou não verificadas; no entanto, trabalhos acadêmicos sugerem que os vandalismos são geralmente de curta duração. Uma pesquisa de 2005 na revista Nature mostrou que os artigos científicos que eles compararam chegavam perto do nível de precisão da Encyclopædia Britannica e tinham uma taxa semelhante de "erros graves". Outra pesquisa de 2011 realizada pelo ForeSee Results e divulgada pela CNET mostrou que, em uma escala de satisfação de 0 a 100, os internautas atribuíram 78 pontos à Wikipédia, um resultado maior que o de outros sites consagrados, como o YouTube, Facebook e MySpace.

Wikipédia Anúncia:
Prezados leitores da Wikipédia: Somos uma pequena organização sem fins lucrativos que mantém o 5º website do mundo. Temos apenas 150 funcionários, mas prestamos serviços para 450 milhões de usuários, e temos custos como qualquer outro grande site: servidores, energia, aluguel, programas, funcionários e assistência jurídica. A Wikipédia é algo especial; é como uma biblioteca ou um parque público. É como um templo para a mente, um lugar que podemos ir para refletir e aprender. Para proteger a nossa independência, nunca faremos anúncios. Não recebemos recursos públicos. Trabalhamos a partir de doações de um valor médio de R$60. Se todas as pessoas que estiverem lendo este texto doarem o valor de um café, nossa arrecadação será feita em uma hora. Se a Wikipédia for útil para você, tire um minuto para mantê-la online por mais um ano. Por favor, nos ajude a não nos preocupar com arrecadações e a voltar a pensar na Wikipédia.

Quando fundei a Wikipédia, poderia ter criado uma empresa com fins lucrativos, com banners de publicidade, mas decidi fazer algo diferente. O comércio é bom. A publicidade não é má. Mas não pertence aqui. Não na Wikipédia. — Fundador da Wikipédia Jimmy Wales

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Entrevista com Jimmy Wales fundador Wikipédia



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Vida e Obra de Machado de Assis


Machado de Assis

(...) Assim são as páginas da vida,
como dizia meu filho quando fazia versos,
e acrescentava que as páginas vão
passando umas sobre as outras,
esquecidas apenas lidas.

"Suje-se Gordo!"

Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis.
  
De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Criado no morro do Livramento, consta que ajudava a missa na igreja da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava trabalhando.
  
Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender.  Consta que, em São Cristóvão, conheceu uma senhora francesa, proprietária de uma padaria, cujo forneiro lhe deu as primeiras lições de Francês. Contava, também, com a proteção da madrinha D. Maria José de Mendonça Barroso, viúva do Brigadeiro e Senador do Império Bento Barroso Pereira, proprietária da Quinta do Livramento, onde foram agregados seus pais.
 
Aos 16 anos, publica em 12-01-1855 seu primeiro trabalho literário, o poema "Ela", na revista Marmota Fluminense, de Francisco de Paula Brito. A Livraria Paula Brito acolhia novos talentos da época, tendo publicado o citado poema e feito de Machado de Assis seu colaborador efetivo.

Com 17 anos, consegue emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, e começa a escrever durante o tempo livre.  Conhece o então diretor do órgão, Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um sargento de milícias, que se torna seu protetor.

Em 1858 volta à Livraria Paula Brito, como revisor e colaborador da Marmota, e ali integra-se à sociedade lítero-humorística Petalógica, fundada por Paula Brito. Lá constrói o seu círculo de amigos, do qual faziam parte Joaquim Manoel de Macedo, Manoel Antônio de Almeida, José de Alencar e Gonçalves Dias.

Começa a publicar obras românticas e, em 1859, era revisor e colaborava com o jornal Correio Mercantil. Em 1860, a convite de Quintino Bocaiúva, passa a fazer parte da redação do jornal Diário do Rio de Janeiro. Além desse, escrevia também para a revista O Espelho (como crítico teatral, inicialmente), A Semana Ilustrada(onde, além do nome, usava o pseudônimo de Dr. Semana) e Jornal das Famílias.
 
Seu primeiro livro foi impresso em 1861, com o título Queda que as mulheres têm para os tolos, onde aparece como tradutor.  No ano de 1862 era censor teatral, cargo que não rendia qualquer remuneração, mas o possibilitava a ter acesso livre aos teatros. Nessa época, passa a colaborar em O Futuro, órgão sob a direção do irmão de sua futura esposa, Faustino Xavier de Novais.
 
Publica seu primeiro livro de poesias em 1864, sob o título de Crisálidas.
 
Em 1867, é nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial.

Agosto de 1869 marca a data da morte de seu amigo Faustino Xavier de Novais, e, menos de três meses depois, em 12 de novembro de 1869, casa-se com Carolina Augusta Xavier de Novais.

Nessa época, o escritor era um típico homem de letras brasileiro bem sucedido, confortavelmente amparado por um cargo público e por um  casamento feliz que durou 35 anos. D. Carolina, mulher culta, apresenta Machado aos clássicos portugueses e a vários autores da língua inglesa.

Sua união foi feliz, mas sem filhos. A morte de sua esposa, em 1904, é uma sentida perda, tendo o marido dedicado à falecida o soneto Carolina, que a celebrizou.
 
Seu primeiro romance, Ressurreição, foi publicado em 1872.  Com a nomeação para o cargo de primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, estabiliza-se na carreira burocrática que seria o seu principal meio de subsistência durante toda sua vida.
 
No O Globo de então (1874), jornal de Quintino Bocaiúva, começa a publicar em folhetins o romance A mão e a luva. Escreveu crônicas, contos, poesias e romances para as revistas O Cruzeiro, A Estação e Revista Brasileira.
Sua primeira peça teatral é encenada no Imperial Teatro Dom Pedro II em junho de 1880, escrita especialmente para a comemoração do tricentenário de Camões, em festividades programadas pelo Real Gabinete Português de Leitura.

Na Gazeta de Notícias, no período de 1881 a 1897, publica aquelas que foram consideradas suas melhores crônicas.
Em 1881, com a posse como ministro interino da Agricultura, Comércio Obras Públicas do poeta Pedro Luís Pereira de Sousa, Machado assume o cargo de oficial de gabinete.
Publica, nesse ano, um livro extremamente original , pouco convencional para o estilo da época: Memórias Póstumas de Brás Cubas -- que foi considerado, juntamente com O Mulato, de Aluísio de Azevedo, o marco do realismo na literatura brasileira.
 
Extraordinário contista, publica Papéis Avulsos em 1882, Histórias sem data (1884), Vária Histórias (1896), Páginas Recolhidas (1889), e Relíquias da casa velha (1906).
Torna-se diretor da Diretoria do Comércio no Ministério em que servia, no ano de 1889.

Grande amigo do escritor paraense José Veríssimo, que dirigia a Revista Brasileira, em sua redação promoviam reuniões os intelectuais que se identificaram com a idéia de Lúcio de Mendonça de criar uma Academia Brasileira de Letras. Machado desde o princípio apoiou a idéia e compareceu às reuniões preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, cargo que ocupou até sua morte, ocorrida no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1908. Sua oração fúnebre foi proferida pelo acadêmico Rui Barbosa.
É o fundador da cadeira nº. 23, e escolheu o nome de José de Alencar, seu grande amigo, para ser seu patrono.

Por sua importância, a Academia Brasileira de Letras passou a ser chamada de Casa de Machado de Assis.

Dizem os críticos que Machado era "urbano, aristocrata, cosmopolita, reservado e cínico, ignorou questões sociais como a independência do Brasil e a abolição da escravatura. Passou ao longe do nacionalismo, tendo ambientado suas histórias sempre no Rio, como se não houvesse outro lugar. ... A galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observação psicológica.  ...  Sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e outra parnasiano-realista, quando desenvolveu inconfundível estilo desiludido, sarcástico e amargo. O domínio da linguagem é sutil e o estilo é preciso, reticente. O humor pessimista e a complexidade do pensamento, além da desconfiança na razão (no seu sentido cartesiano e iluminista), fazem com que se afaste de seus contemporâneos."

BIBLIOGRAFIA:

Comédia
Desencantos, 1861.
Tu, só tu, puro amor, 1881.
Poesia
Crisálidas, 1864.
Falenas, 1870.
Americanas, 1875.
Poesias completas, 1901.
Romance
Ressurreição, 1872.
A mão e a luva, 1874.
Helena, 1876.
Iaiá Garcia, 1878.
Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881.
Quincas Borba, 1891.
Dom Casmurro, 1899.
Esaú Jacó, 1904.
Memorial de Aires, 1908.
Conto:
Contos Fluminenses,1870.
Histórias da meia-noite, 1873.
Papéis avulsos, 1882.
Histórias sem data, 1884.
Várias histórias, 1896.
Páginas recolhidas, 1899.
Relíquias de casa velha, 1906.
Teatro
Queda que as mulheres têm para os tolos, 1861
Desencantos, 1861
Hoje avental, amanhã luva, 1861.
O caminho da porta, 1862.
O protocolo, 1862.
Quase ministro, 1863.
Os deuses de casaca, 1865.
Tu, só tu, puro amor, 1881.
Algumas obras póstumas
Crítica, 1910.
Teatro coligido, 1910.
Outras relíquias, 1921.
Correspondência, 1932.
A semana, 1914/1937.
Páginas escolhidas, 1921.
Novas relíquias, 1932.
Crônicas, 1937.
Contos Fluminenses - 2º. volume, 1937.
Crítica literária, 1937.
Crítica teatral, 1937.
Histórias românticas, 1937.
Páginas esquecidas, 1939.
Casa velha, 1944.
Diálogos e reflexões de um relojoeiro, 1956.
Crônicas de Lélio, 1958.
Conto de escola, 2002.
Antologias
Obras completas (31 volumes), 1936.
Contos e crônicas, 1958.
Contos esparsos, 1966.
Contos: Uma Antologia (02 volumes), 1998

Em 1975, a Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministério da Educação e Cultura, organizou e publicou as Edições críticas de obras de Machado de Assis, em 15 volumes.

Seus trabalhos são constantemente republicados, em diversos idiomas, tendo ocorrido a adaptação de alguns textos para o cinema e a televisão.



domingo, 4 de novembro de 2012

Veneno de cobra aumenta expectativa de vida em casos de câncer


Um estudo inédito do Instituto Butantan, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, revelou que uma toxina do veneno da cascavel pode aumentar em 70% a expectativa de vida após o tratamento em casos de câncer de pele.

A pesquisa isolou a crotamina do restante do veneno e utilizou a substância em camundongos com melanoma. Além de aumentar a sobrevida, a toxina também retardou ou, em alguns casos, inibiu o desenvolvimento do tumor.

O estudo ainda demonstrou que a crotamina tem a mesma eficiência que outras drogas anticancerígenas, mas agride menos o sistema imunológico do paciente.

A toxina tem menor chance de induzir uma reação alérgica -que causa choque anafilático- e tem ação seletiva, atingindo somente as células do câncer de pele, permanecendo nelas por aproximadamente 24 horas, fato que poderá permitir uma única dose diária caso a droga seja utilizada no futuro.

Por causa de sua capacidade de diferenciar as células normais das cancerígenas, a substância extraída do veneno é usada em outras pesquisas como ferramenta biotecnológica para desvendar diferenças entre células, podendo ajudar na criação de novos medicamentos.

Antes de ser testada em seres humanos, os pesquisadores estão trabalhando para obter a crotamina na forma sintética. "A partir dai, podemos começar os testes clínicos e se todos os resultados forem positivos. Podemos ter medicamento para melanoma ou outros tipos de câncer em até cinco anos", destaca Irina Kerkis, geneticista do Butantan e coordenadora do projeto.








fonte: JCNet

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Google+ versus Facebook: qual é o melhor para os negócios?


Desde que a Google abriu a possibilidade de negócios criarem páginas no Google+, há duas semanas, passou a disponibilizar ferramentas básicas para que companhias entrem nessa rede.

Enquanto os analistas da indústria acreditam que o Google+ Pages poderá encontrar um nicho lucrativo no mundo de redes sociais entre os usuários corporativos, por enquanto há uma percepção de que o Facebook pode superar o Google+ quando se trata de fornecer às empresas um lugar para atingir o coração dos clientes.

"Acredito que a Google vem tentando encontrar equilíbrio entre responder rapidamente a uma grande demanda do mercado - o apoio à presença comercial no Google+ Pages - versus disponibilizar uma oferta mais completa ao mercado", aponta Ray Valdes, analista do instituto de pesquisas Gartner. "A gigante de buscas escolheu não esperar até que o Google+ Pages ganhe características importantes, mas secundárias, como transferências de conta e suporte a arquivos de áudio. “Esse setor caminha rapidamente, e a Google não se deu ao luxo de esperar até que a oferta estivesse totalmente completa”, acrescenta o executivo.

Por enquanto, há uma lista de recursos que o Google+ Pages não conta, incluindo a capacidade para que as empresas ofereçam promoções ou cupons, bem como a possibildiade de hospedar concursos ou sorteios. Empresas em páginas do Google+ também não podem vender produtos. Muitos desses recursos estão disponíveis no Facebook e, agora, os usuários os querem no Google+ Pages.

Em julho, logo após a Google ter permitido a criação de páginas no Google+, o Facebook lançou o Facebook para Negócios, que basicamente é um guia para auxiliar empresas a usar recursos do Facebook direcionados para os negócios, social plug-ins e anúncios.

O Facebook deixou claro que queria fisgar as empresas e tirou vantagem da demora do lançamento do Google+ Pages. Agora, meses depois, analistas do mercado dizem que é evidente que o Google+ ainda precisa amadurecer. De acordo com Valdes, o Google+ Pages é um bom começo e a empresa irá completar a oferta nos próximos meses. 

“No momento, o Facebook tem uma oferta mais completa, mas tudo isso pode mudar rapidamente. Google e Facebook não são escolhas excludentes. Muitas empresas têm um blog e um Twitter e uma página no Facebook. Agora, uma parte deles irá adicionar uma página no Google+”, diz Valdes.

De acordo com ele, alguns pontos estão posicionando a ferramenta da Google positivamente. “Muitas empresas estão inseridas no mundo da rede social e enxergam com bons olhos a audiência da Google”, aponta. “Se a Google adicionar processos para aprimorar a solução, será realmente útil e valiosa para as companhias”, completa.

Dan Olds, analista do Gabriel Consulting Group, disse que ainda há espaço para a Google tornar-se a ferramenta que estará no topo das estratégias sociais das organizações. Mas primeiro, diz, precisa sanar os problemas dos usuários têm notado nos últimos dias.

"Existem algumas limitações reais nas páginas voltadas para o setor corporativo do Google+ que tornam mais difícil para as empresas usar a solução da maneira que quiserem. Esse quadro pode reduzir significativamente a adoção", avalia. "Por exemplo, apenas uma única pessoa pode gerenciar a conta, por isso ou o indivíduo será responsável pela página da empresa ou terá de compartilhar os dados de login e senha com várias pessoas. Isso não é recomendado."

Ao analisar esses pontos, de acordo com Olds, o Facebook tem vantagem quando se trata de rede social mais alinhada às empresas. Mas ele espera que a Google trabalhe para mudar esse cenário. Pro outro lado, diz, nenhuma ferramenta é “tudo para todos”.

Valdes espera ver, nas próximas atualizações do Google+, mais integração com outros serviços do Google, como a ferramenta de busca. Nas últimas semanas, a Google afirmou que é exatamente essa a ideia que tem daqui para frente. Em setembro, o CEO da Google, Larry Page disse que quer "transformar" a empresa, integrando seus diversos serviços com o Google+.

Não há dúvidas, aponta o analista, de que a Google deu um enorme passo nessa direção em outubro quando anunciou que tinha integrado o Google+ com o Google Apps, um pacote de aplicativos corporativos baseado em nuvem.




terça-feira, 20 de setembro de 2011

"Tropa de Elite 2" é escolhido para representar o Brasil no Oscar 2012



"Tropa de Elite 2", do diretor José Padilha, foi o filme escolhido para representar o Brasil no prêmio de melhor filme em língua estrangeira do Oscar 2012, informou nesta terça-feira o Ministério de Cultura.

"Por sua qualidade técnica e artística, Tropa 2 saltou à frente dos outros indicados", anunciou a secretária de Audiovisual, Ana Paula Santana, afirmando que a decisão da comissão de seleção foi unânime.

Escolhido entre 14 filmes, "Tropa de Elite 2" - sequência do longa premiado com o Urso de Ouro no Festival de Berlim (2008) -, retrata a violência e a ação do crime organizado nas favelas do Rio de Janeiro. Sem fugir do contexto, o filme também aborda a corrupção política e policial sob a perspectiva do Bope, batalhão de operações especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Em entrevista à Rede Globo, Padilha se mostrou orgulhoso pela oportunidade, mas se mostrou cauteloso diante da possibilidade de conquistar o prêmio.

"É muito difícil escolher entre todos esses filmes", disse Padilha em referência à qualidade de alguns dos filmes de diferentes países que concorrem na categoria.

No papel do capitão Nascimento, o ator Wagner Moura contribui para dar mais realismo ao filme, que apresenta inúmeras cenas de tiroteios e perseguições.

Apenas dois meses após a estreia nos cinemas, "Tropa de Elite 2" já havia se transformado na produção nacional que mais arrecadou com bilheteira na história do cinema brasileiro, alcançando mais de 10,7 milhões de espectadores.


Para ser o representante brasileiro no Oscar, o filme de Padilha superou, entre outros, "Assalto ao Banco Central", de Marcos Paulo; "As Mães de Chico Xavier", de Glauber Filho e Halder Gomes, e "Lope", de Andrucha Waddington.

fonte: Terra