Brasília, DF – A Dívida Pública Federal (interna e externa) aumentou 1,15% em novembro, atingindo R$ 1,83 trilhão, segundo dados divulgados ontem pela Secretária do Tesouro Nacional. No mês de outubro, ela foi de R$ 1,8 trilhão.
A variação é resultado da emissão líquida no valor de R$ 5,66 bilhões. As emissões de títulos públicos somaram R$ 39,96 bilhões em novembro e os vencimentos totalizaram R$ 34,3 bilhões.
O relatório revelou também o crescimento de 1,15% da dívida interna em novembro, atingindo R$ 1,75 trilhão. Em outubro, a dívida interna estava em R$ 1,73 trilhão. Já a dívida externa brasileira teve aumento de 9,45% em novembro, atingindo R$ 80,93 bilhões.
O Papa Bento XVI foi denunciado na justiça por um cidadão alemão que quer vê-lo punido por desrespeitar as leis daquele país. A infração teria acontecido durante a passagem do líder máximo da igreja Católica pela cidade de Freiburg, no sul da Alemanha.
A denuncia foi feita por um cidadão não identificado que acionou judicialmente o Papa por não usar o cinto de segurança no Papamóvel, uma infração de trânsito. Na ação é citada também que o presidente da Conferência Episcopal Alemã pode servir de testemunha no processo por também estar acompanhando o Papa no momento do “crime”, ele e mais outro nome do alto escalão da Igreja Católica do país podem ser intimados caso a investigação prossiga.
Segundo o jornal alemão Westfälische Rundschau o Ministério Público questiona a validade da ação contra o Papa por ele ser um chefe de estado em visita a Alemanha e por isso teria imunidade diplomática. Já o advogado do cidadão que denunciou diz que independente do que o Ministério Público acredita, o Papa deveria usar o cinto para sua segurança e para dar exemplo a todos.
O Papa viaja diversos países pelo mundo e sempre utiliza o seu próprio veículo personalizado para se locomover. O Papamóvel, com seus vidros a prova de balas e design feito para facilitar aos fiéis que vejam o líder, é um símbolo dos papas.
Não se sabe se o processo irá evoluir ou será arquivado.
Steven Paul Jobs, co-fundador e presidente da Apple Computer, um dos maiores inovadores da indústria informática, morreu nesta quarta-feira após transformar os hábitos de consumo de várias gerações.
Jobs revolucionou o mundo dos computadores com o lançamento do Macintosh e a indústria de consumo com três dos aparelhos eletrônicos mais bem-sucedidos da história: o iPod, o iPhone e o iPad.
Nascido no dia 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco (Califórnia), foi adotado aos poucos meses de vida por Paul e Clara Jobs.
Após terminar o bacharelado no instituto Homestead de Mountain View, ingressou no Reed College em Portland, Oregon, mas abandonou os estudos universitários um semestre mais tarde.
Nessa época, se interessou pela filosofia e a contracultura, chegando a viajar à Índia na busca por iluminação espiritual.
Após alguns estágios em 1974 na empresa Hewlett-Packard em Palo Alto, foi contratado pela Atari Inc. como desenvolvedor de videogames.
Na companhia do engenheiro Steve Wozniak, um velho amigo do instituto com quem compartilhava sua paixão pela eletrônica e pela mística religiosa, e de Ronald Gerald Wayne, se dedicou desde 1974 ao desenvolvimento de um computador dirigido a usuários sem grandes conhecimentos informáticos.
A capacidade visionária de Jobs e a preparação técnica de Wozniak deram frutos em 1976 com a criação em uma garagem do Apple I, que consistia em um teclado combinado a um microprocessador e conectado a um monitor. Nesse mesmo ano, fundaram a Apple Computer.
O Apple II se transformou no primeiro computador de consumo em massa, os pedidos choveram e Apple passou a ser a empresa de maior crescimento nos EUA, faturando US$ 2 bilhões em 1983.
Após o Apple II, Jobs e Wozniak revolucionaram o mundo da indústria informática com o lançamento em 1984 do Macintosh, considerado o primeiro computador que responde ao conceito de PC (computador pessoal).
A nomeação em 1983 do ex-presidente da Pepsi-Cola, John Sculley, como principal executivo da empresa, trouxe as primeiras desavenças entre Jobs e a companhia da maçã.
Além disso, os atritos com seu antigo companheiro e amigo, Steve Wozniak, tiveram como resultado a saída em 1985 deste último, mesmo ano em que Jobs também apresentou sua demissão.
Após abandonar a Apple, Jobs criou em 1986 os estúdios de animação Pixar, fundados como a divisão de animação da Lucas Film, comprados de George Lucas por US$ 50 milhões.
Em 1989, a nova empresa conseguiu o Oscar de Melhor Filme de Animação com o curta-metragem "Tin Toy" e em 1996 o segundo com "Toy Story", o primeiro longa-metragem realizado integralmente por computador.
Em 2005, Jobs vendeu a Pixar para a Disney por US$ 7,4 bilhões, o que o transformou no maior acionista da Disney.
Sua outra aventura empresarial, a NeXTComputer, foi menos bem-sucedida e fechou sua divisão de máquinas em 1993, após lançar seu primeiro computador em 1989.
Steve Jobs voltou a Apple em dezembro de 1996 com o cargo de assessor interino e mais tarde como presidente com o salário simbólico de US$ 1, o que fez entrar no Livro Guiness dos Recordes como o executivo mais mal remunerado do mundo.
Em agosto de 1997 anunciou um acordo com sua até então rival Microsoft, que investiu US$ 150 milhões na Apple.
O lançamento em 1998 do iMac, um PC de design vanguardista e computador multimídia completo, levantou a companhia com um sucesso de vendas que valorizou em 50% as ações da Apple. O Imac teve no Ibook sua continuação no mercado dos computadores portáteis.
A consolidação da Apple como marca de referência da eletrônica de consumo começou em 2001 com o lançamento do iPod, um reprodutor de música e conteúdos multimídia que venderam mais de 220 milhões de unidades até 2009.
Seu seguinte passo para transformar os produtos da companhia em ícones do consumo mais sofisticado e fetichista foi o iPhone, um telefone inteligente de tela táctil com conexão à internet, que foi lançado em 2007 e vendeu mais de 50 milhões de unidades até abril de 2010.
Já o iPad, um computador tipo tablet com conexão sem fio à internet, vendeu mais três milhões de unidades no mundo todo nos primeiros três meses no mercado.
Steve Jobs, que já tinha sofrido um câncer de pâncreas, anunciou no dia 14 de janeiro de 2009 sua retirada temporária da Apple. Após receber um transplante de fígado e experimentar uma melhoria retomou seu trabalho em junho de 2009.
Porém, no dia 17 de janeiro de 2011, anunciou novamente uma baixa temporária e abandonou o cargo de executivo-chefe no dia 25 de agosto de 2011, embora tenha permanecido na à frente da diretoria.
A resposta dos mercados perante as baixas médicas e seu abandono das responsabilidades deixaram claro o quão intimamente ligado está o nome de Steve Jobs ao futuro da Apple.
Grupo Anonymous publica lista com senhas de acesso a servidor da empresa liderada por Steve Jobs
O mundo digital está em alerta com mais um ataque a um gigante da tecnologia. Depois da Sony e da Nintendo, desta vez o alvo foi a Apple. O grupo AnonymousIRC anunciou no domingo ter conseguido violar a segurança da multinacional liderada por Steve Jobs. Para provar o ataque, o grupo de hackers publicou online 27 nomes de utilizadores internos da Apple, mais as respectivas «passwords» de acesso a um dos servidores da empresa.
Os dados foram partilhados no pastebin e publicitados via Twitter: «A Apple poderia ser um alvo também. Mas não se preocupem, estamos ocupados com outras coisas». É um aviso do Anonymous, que estará a trabalhar com elementos do Lulz Security, outro grupo de hackers, dissolvido na semana passada. O ataque foi de início relatado pelo «The Hacker News», mas vários meios de comunicação norte-americanos divulgaram a notícia no domingo, incluindo o «The New York Times».
Os dados dos clientes da Apple não foram comprometidos, já que a acção divulga uma quantidade ínfima de informação da empresa. O servidor em causa é utilizado para pesquisas online. O propósito dos «hackers» era apenas dar conta da possibilidade de a Apple ser atacada no futuro, no âmbito do movimento AntiSecurity. Esse é, aliás, objectivo do movimento: denunciar as vulnerabilidades de sites de instituições públicas e de várias empresas. O mesmo grupo tinha já conseguido forçar a entrada no site do Senado norte-americano e num site associado ao FBI.
A Apple ainda não confirmou o alegado roubo de informação. É que a quebra da segurança pode afectar a imagem da empresa, sobretudo numa altura em que se prepara para alargar os serviços de «cloud computing» com o lançamento do «iCloud» até ao final do ano.