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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Cientistas criam esperma em laboratório


Cientistas alemães e israelitas estão a fazer crescer esperma de rato em laboratório. Esta experiência pode, muito em breve, ser feita com esperma humano de forma a tratar problemas de infertilidade.


O desenvolvimento de esperma em laboratório, em curso desde o ano passado, pode ser, para muitos homens inférteis, uma esperança de conseguirem ter filhos sem recorrer a um doador anônimo.

O mecanismo de produção de espermatozóides a partir de células reprodutivas masculinas é um dos processos mais complexos do organismo humano e que pode chegar a demorar um mês no interior dos testículos. Daí que, até agora, tenha sido tão difícil reproduzir este processo em laboratório.

Os cientistas tentaram recriar um ambiente semelhante ao das glândulas reprodutoras masculinas, utilizando células germinativas responsáveis pela produção de espermatozoides.

O professor Mahmoud Huleihel, da Universidade de Israel, diz que "depois desta experiência ter sido bem sucedida, é apenas uma questão de tempo até conseguirem fazer crescer esperma masculino humano em laboratório."





fonte: IG

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Nobel da Paz para 3 mulheres prova poder da liderança feminina




As Nações Unidas elogiaram, nesta sexta-feira, a concessão do Prêmio Nobel da Paz a três mulheres.

As ganhadoras de 2011 são a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a ativista da paz também liberiana, Leymah Gbowee, e a líder do movimento pró-democracia no Iêmen, Tawakul Karman.

Construção da Paz

A Comissão do Nobel informou que as três foram agraciadas “pela luta delas, de forma pacífica, pelo direito das mulheres e a plena participação feminina na construção da paz.”

Ao deixar sua residência, a caminho da ONU, o Secretário-Geral Ban Ki-moon disse que o Nobel da Paz deste ano “é uma prova do poder das mulheres em posição de liderança.”

Ban afirmou que a concessão do Nobel às três mulheres é uma “notícia maravilhosa”. Segundo ele, não poderia haver melhor escolha. Ele lembrou ter ouvido a voz de mulheres pedindo justiça e democracia no Oriente Médio, no norte da África e outras regiões.

Mandato

O Secretário-Geral disse que o Nobel é uma inspiração não só para as mulheres do Iêmen e da Libéria, mas também para todos ao redor do mundo. Ele reafirmou ainda seu compromisso pessoal de priorizar a promoção dos direitos da mulher em seu segundo mandato à frente das Nações Unidas.

As três ganhadoras deste ano são conhecidas pela liderança em momentos críticos. Ellen Johnson Sirleaf foi eleita a primeira presidente da Libéria, em 2005, após 14 anos de uma guerra civil que matou 250 mil pessoas no país do oeste da África.

Praça da Mudança

A compatriota, Leymah Gbowee, conseguiu unir mulheres cristãs e islâmicas para orarem juntas pela paz.

A ativista iemenita, Tawakul Karman, fundou um movimento de não-violência pela saída do poder do presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, como parte da primavera árabe.

Segundo agências de notícias, ela ficou sabendo do prêmio, nesta sexta-feira, na Praça da Mudança, na capital Sanaa, onde está vivendo há meses em protesto ao regime do país árabe, do sudoeste da Ásia.


fonte: Jornal do Brasil