Páginas

Tradutor do Blog do Folador

Mostrando postagens com marcador cêrebro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cêrebro. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de março de 2012


Como um gênero textual, uma resenha nada mais é do que um texto em forma de síntese que expressa a opinião do autor sobre um determinado fato cultural, que pode ser um livro, um filme, peças teatrais, exposições, shows etc.

O objetivo da resenha é guiar o leitor pelo emaranhado da produção cultural que cresce a cada dia e que tende a confundir até os mais familiarizados com todo esse conteúdo.

Como uma síntese, a resenha deve ir direto ao ponto, mesclando momentos de pura descrição com momentos de crítica direta. O resenhista que conseguir equilibrar perfeitamente esses dois pontos terá escrito a resenha ideal.

No entanto, sendo um gênero necessariamente breve, é perigoso recorrermos ao erro de sermos superficiais demais. Nosso texto precisa mostrar ao leitor as principais características do fato cultural, sejam elas boas ou ruins, mas sem esquecer de argumentar em determinados pontos e nunca usar expressões como “Eu gostei” ou “Eu não gostei”.

Tipos de Resenha

Até agora eu falei sobre as resenhas de uma forma geral e livre e esses dados são suficientes para você já esboçar alguns parágrafos.

Contudo, as resenhas apresentam algumas divisões que vale destacar. A mais conhecida delas é a resenha acadêmica, que apresenta moldes bastante rígidos, responsáveis pela padronização dos textos científicos. Ela, por sua vez, também se subdivide em resenha crítica, resenha descritiva e resenha temática.

Na resenha acadêmica crítica, os oito passos a seguir formam um guia ideal para uma produção completa:

Identifique a obra: coloque os dados bibliográficos essenciais do livro ou artigo que você vai resenhar;

Apresente a obra: situe o leitor descrevendo em poucas linhas todo o conteúdo do texto a ser resenhado;

Descreva a estrutura: fale sobre a divisão em capítulos, em seções, sobre o foco narrativo ou até, de forma sutil, o número de páginas do texto completo;

Descreva o conteúdo: Aqui sim, utilize de 3 a 5 parágrafos para resumir claramente o texto resenhado;
Analise de forma crítica: Nessa parte, e apenas nessa parte, você vai dar sua opinião. Argumente baseando-se em teorias de outros autores, fazendo comparações ou até mesmo utilizando-se de explicações que foram dadas em aula. É difícil encontrarmos resenhas que utilizam mais de 3 parágrafos para isso, porém não há um limite estabelecido. Dê asas ao seu senso crítico.

Recomende a obra: Você já leu, já resumiu e já deu sua opinião, agora é hora de analisar para quem o texto realmente é útil (se for útil para alguém). Utilize elementos sociais ou pedagógicos, baseie-se na idade, na escolaridade, na renda etc.

Identifique o autor: Cuidado! Aqui você fala quem é o autor da obra que foi resenhada e não do autor da resenha (no caso, você). Fale brevemente da vida e de algumas outras obras do escritor ou pesquisador.
Assine e identifique-se: Agora sim. No último parágrafo você escreve seu nome e fala algo como “Acadêmico do Curso de Letras da Universidade Salgado de Oliveira (Universo)”

Na resenha acadêmica descritiva, os passos são exatamente os mesmos, excluindo-se o passo de número 5. Como o próprio nome já diz, a resenha descritiva apenas descreve, não expõe a opinião o resenhista.

Finalmente, na resenha temática, você fala de vários textos que tenham um assunto (tema) em comum. Os passos são um pouco mais simples:

Apresente o tema: Diga ao leitor qual é o assunto principal dos textos que serão tratados e o motivo por você ter escolhido esse assunto;

Resuma os textos: Utilize um parágrafo para cada texto, diga logo no início quem é o autor e explique o que ele diz sobre aquele assunto;

Conclua: Você acabou de explicar cada um dos textos, agora é sua vez de opinar e tentar chegar a uma conclusão sobre o tema tratado;

Mostre as fontes: Coloque as referências Bibliográficas de cada um dos textos que você usou;

Assine e identifique-se: Coloque seu nome e uma breve descrição do tipo “ Acadêmico do Curso de Letras da Universidade Salgado de Oliveira (Universo) ”.

Conclusão

Fazer uma resenha parece muito fácil à primeira vista, mas devemos tomar muito cuidado, pois dependendo do lugar, resenhistas podem fazer um livro mofar nas prateleiras ou transformar um filme em um verdadeiro fracasso.

As resenhas são ainda, além de um ótimo guia para os apreciadores da arte em geral, uma ferramenta essencial para acadêmicos que precisam selecionar quantidades enormes de conteúdo em um tempo relativamente pequeno.








domingo, 23 de outubro de 2011

Estudo diz que o seu QI pode mudar na adolescência





Foi publicada nesta quarta-feira uma pesquisa britânica pela revista Nature mostrando que o QI pode mudar, mas a mudança de acordo com os pesquisadores ocorrre durante a adolescência, não só na nota obitida, como também na estrutura do cérebro.

Para quem não sabe, QI quer dizer, quociente de inteligência, teste que mede a capacidade intelectual de uma pessoa, até então considerado inalterado durante toda a vida, a descoberta mostra agora que esse valor pode sim variar durante a adolescência e isso pode causar impacto na área.

Os pesquisadores britânicos testaram 33 adolescentes em dois momentos diferentes, um em 2004, quando a maioria deles tinha entre 12 e 16 anos, sendo assim submetidos a testes de QI e tambéma testes de ressonância magnética, para análise de estrutura do cérebro. Já o outro momento da pesquisa, ocorreu em 2008, quando os mesmos jovens tinham entre 16 e 20 anos de idade e foram eles submetidos aos mesmos testes e ambos comparados entre si.

Daí a surpresa, a diferença entre as notas obtidas nos testes chegaram a 20 pontos para mais ou para menos. Um dos pesquisadores da Universidade College, de Londres, na Inglaterra, Cathy Price, comentou o resultado; "Nós encontramos uma correlação clara entre essas mudanças no desempenho e as mudanças na estrutura do cérebro, então podemos dizer com alguma certeza que essas mudanças no QI são reias", afirma Price.

De acordo com os pesquisadores, para serem sanadas todas as dúvidas que ainda pairam neste estudo, novas pesquisas deverão ser feitas para descobrir o que realmente causa as mudanças no QI e no cérebro, para daí determinar se essas mudanças continuam durante a fase adulta.


fonte: Oficina da Net