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sábado, 2 de julho de 2011

O senador e ex-presidente Itamar Franco morre aos 81 anos.


O senador e ex-presidente do Brasil Itamar Franco morreu ontem, aos 81 anos, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado desde o dia 21 de Maio, devido a leucemia.

Itamar tinha-se reformado das actividades no Senado para ser tratado à doença. Apesar de ter reagido bem ao tratamento à leucemia, desenvolveu uma pneumonia aguda – diagnosticada através de uma biópsia aos pulmões –, que se agravou na passada sexta-feira, após ter sido transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O último boletim clínico informava que o político, que estava a ser submetido a um tratamento de quimioterapia, respirava com a ajuda de ventilação mecânica e que, na madrugada de ontem, tinha sofrido um AVC.

O ex-presidente, que pertencia ao Partido Popular Socialista (PPS), apoiou em 2002 a candidatura de Lula da Silva – anterior presidente do Brasil – e opôs-se à candidatura de José Serra, apoiado por Fernando Henrique Cardoso.

Ao longo da sua carreira política, Itamar esteve envolvido em várias polémicas. Uma delas ocorreu durante o Carnaval de 1994, quando Itamar Franco, então presidente, convidado de honra para assistir ao desfile das escolas de samba no Rio de Janeiro, foi surpreendido por fotógrafos de mãos dadas com a modelo Lílian Ramos, que estava sem cuecas.

O corpo do político será velado em Juiz de Fora, em Minas Gerais, onde nasceu, sendo depois cremado em Belo Horizonte. A presidente Dilma Rousseff decretou sete dias de luto nacional.

PERFIL

Itamar Franco foi presidente entre 1992 e 1994, após o ‘impeachment’ do ex-presidente e actual senador Fernando Collor de Mello. Foi governador de Minas Gerais, senador, prefeito e embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA), em Portugal e em Itália.

fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Nova versão dos fatos: A morte de Osama Bin Laden



 RIO - A operação das forças americanas que matou o líder da al-Qaeda, Osama bin Laden, foi recebida como um grande êxito político e militar, mas à medida que se conhecem mais detalhes da ação sérias contradições também são reveladas. A própria Casa Branca lançou dúvidas ao mudar as versões iniciais dos relatos. 


Confira a seguir algumas das questões em aberto:

A MORTE DE OSAMA

Segundo a última versão oficial, Bin Laden reagiu, mas não estava armado quando as forças americanas atingiram o terrorista com um tiro na cabeça. O relato contradiz a primeira versão oferecida pelo principal assessor de segurança de Obama, John Brennan, que assegurou que Bin Laden "estava envolvido no tiroteio.
- No quarto com Bin Laden, uma mulher, sua esposa, reagiu e foi atingida na perna, mas não morreu. Bin Laden, então, foi atingido na cabeça e morto. Ele não estava armado - disse Jay Carney, assessor de imprensa da Casa Branca, lendo comunicado oficial.
Ainda segundo as autoridades americanas, Bin Laden e a família estavam no segundo e terceiro andar da fortaleza, e o líder da al-Qaeda só foi morto nos dez minutos finais da ação.
Já um versão apresentada pela filha de 12 anos de Bin Laden dá conta que seu pai foi capturado vivo pelas forças americanas nos primeiros minutos da operação e foi executado na frente de familiares. Segundo ela, o líder da al-Qaeda estava no primeiro andar do complexo em Abbottabad, no Paquistão, quando a ação ocorreu.
Outro relato ainda afirma que o terrorista foi morto por um de seus guarda-costas para evitar que fosse capturado por forças americanas. Uma autoridade paquistanesa disse que, levando em conta a cena de batalha, seria impossível um tiro à queima-roupa por parte das forças americanas.
No último desdobramento da polêmica, uma reportagem do jornal "New York Times" mostra que houve pouca resistência às forças especiais dos EUA que entraram na residência de três andares onde Osama bin Laden se escondia em Abbottabad, no norte do Paquistão.
Os agentes trocaram tiros apenas com um homem, o mensageiro de Bin Laden, dentro da casa, segundo a versão. Abu Ahmed al-Kuwaiti teria sido o primeiro a ser morto na ação. De acordo com a versão oficial, foram 40 minutos de intenso tiroteio.

MULHER MORTA

Uma mulher foi morta durante ação, mas o governo americano corrigiu a informação, afirmando que não se tratava de uma esposa de Bin Laden. A nova versão do Departamento de Defesa diz que uma das mulheres do terrorista foi apenas atingida na perna quando atacou os militares americanos.
O relato divulgado por Carney indicou que a mulher morta fazia parte de outra família que morava no complexo e foi atingida no primeiro andar e não no terceiro, onde o terrorista estava escondido.
Nem o Departamento de Defesa nem Carney esclareceram quem seria a mulher que teria sido usada como escudo humano e morta no tiroteio, como constava de versão anterior.

SUPOSTO PRISIONEIRO

A administração Obama afirmou que apenas o corpo de Bin Laden foi levado do Paquistão. Mas altos oficiais paquistaneses afirmaram ainda à TV saudita Al Arabiya que, além do terrorista, uma segunda pessoa, possivelmente um filho de Bin Laden, foi levada pelas forças americanas. Alguns oficiais afirmam que o menino estava apenas ferido, outros dizem que ele foi morto durante a ação.

OPERAÇÃO EM TEMPO REAL

As autoridades também mudaram a descrição de quanta informação Obama recebeu enquanto a operação transcorria no Paquistão. Na segunda, Brennan afirmou repetidamente que ele e outros puderam monitorar a situação "em tempo real". Mas Leon E. Panetta, diretor da CIA, disse em um programa de TV que "uma vez que as equipes entraram no complexo, houve um período de 20 a 25 minutos em que não sabíamos realmente o que estava acontecendo, e houve momentos tensos enquanto esperávamos por informações".

fonte: O GloboAgências internacionais

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Osama Bin Laden. Comando dos EUA tinha ordens para matar e executou-as.



A operação militar que acabou com a vida de Osama bin Laden foi uma prova de fogo para as tropas norte-americanas e, talvez, a decisão política mais crítica para Barack Obama. Porém, à medida que os dias passam, outros pormenores, que revelam sérias contradições entre os membros do governo dos EUA, tornam cada vez menos claro o que se passou dentro do complexo fortificado de Bilal Town, na cidade paquistanesa de Abbottabad. Para agravar as incertezas, há ainda a questão das fotos tiradas a Bin Laden para provar a sua morte e que, segundo declarações de Obama ontem à CBS, não vão ser divulgadas.

Existem várias versões para os 40 minutos de operação. A própria Casa Branca levantou ontem ainda mais dúvidas ao adornar com detalhes frescos a sequência dos acontecimentos. Para agravar a situação, existe ainda o suposto recurso à tortura para obter pistas sobre o paradeiro do ex-líder da Al-Qaeda. O uso da tortura foi reconhecido na terça-feira à noite pelo director dos serviços secretos norte-americanos, Leon Panetta, mas coloca em causa a política antiterrorista defendida por Obama, para não falar das promessas eleitorais em relação a Guantánamo.

De acordo com a versão oficial, comunicada pelo porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, Bin Laden não estava armado e nem usou a mulher como escudo humano antes do comando de forças especiais dos EUA o ter alvejado na cabeça e no peito. Este relato põe no entanto em causa o primeiro oferecido pelo principal assessor de segurança do presidente norte-americano, John Brennan, que assegurara que Bin laden esteve "envolvido no tiroteio".

Uma das questões mais intrigantes que agora surgem é porque é que o comando optou por matar o terrorista mais procurado do mundo quando podia tê-lo detido. Mas, estranhamente, é Carney quem responde, deixando, em parte, o seu próprio testemunho em causa. "Ele resistiu. O pessoal norte-americano no terreno comportou-se com o maior profissionalismo e [Bin Laden] foi abatido na operação pela resistência que ofereceu", explicou o porta-voz da Casa Branca.

Leon Panetta, o director da CIA, também falou, em entrevista à NBC, sobre as ordens que lhe foram transmitidas na missão: "Tínhamos autorização para matá-lo, isso estava claro. Mas, também, para o capturar, se durante o confronto, de repente levantasse os braços e se rendesse, caso houvesse essa oportunidade. Mas isso não aconteceu". Panetta disse ainda que apenas existiam 60 a 80% de certeza de que aquele era o esconderijo do líder da Al-Qaeda. "Nunca tivemos provas directas de que ele, de facto, estivesse lá estado ou lá estivesse", justificou.

De dentro do complexo fortificado de Bilal Town, os comandos dos EUA levaram não só o corpo de Bin Laden como também vários computadores e outras fontes de informação. "Existe material escrito, fotografias - há todo o tipo de coisas" disse um oficial dos serviços secretos norte-americanos em anonimato ao "Washington Post". Alguns equipamentos e documentos foram enviados para a sede da CIA, na Virgínia, outros foram transmitidos electronicamente.

Uma das filhas de Bin Laden, de 12 anos, contou que o pai foi capturado vivo e executado pelas forças especiais norte-americanas. O exército paquistanês, que acedeu ao local, uma hora após o ataque dos EUA, encontrou quatro cadáveres e 16 pessoas com algemas de plástico, nove delas eram crianças entre os 2 e os 12 anos.

Fonte: Noticias Google