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sábado, 25 de agosto de 2012

Vitória da Apple sobre Samsung pode mudar setor de celulares


A vitória da Apple frente à Samsung ante a justiça norte-americana pode vir a remodelar um setor dos aparelhos móveis em plena ebulição e retardar o avanço do Google e de seu sistema de exploração Android, dizem analistas. Um tribunal da Califórnia deu em grande parte razão na sexta-feira ao inventor do Mac, que acusava seu competidor sul-coreano de ter copiado seu telefone iPhone e seu tablet iPad, e condenou a Samsung a indenizar o grupo norte-americano em US$ 1,050 bilhão. Os telefones e tablets da Samsung em questão funcionam com o sistema Android, que o falecido fundador da Apple, Steve Jobs, havia classificado de produto "roubado".



A determinação do tribunal norte-americano "obrigará a uma reestruturação dos produtos Android", disse Rob Enderle, analista especializado nas tecnologias de ponta do Enderle Group. O resultado do processo pode também beneficiar outros atores do mercado, como a Microsoft, que apresenta atrasos neste terreno, ou do construtor de Blackberry, o grupo canadense RIM, o mais afetado pelo êxito do Android.

A vitória poderia, por exemplo, facilitar a venda dos dois novos sistemas de comercialização que a Microsoft está para lançar (Windows 8 e Windows Phone 8), pois estes aparecem "protegidos" contra eventuais demandas da Apple, considera Enderle. A decisão do tribunal fará também do RIM "um objeto de compra mais atrativo que antes, pois suas licenças são percebidas como suficientemente sólidas para manter a Apple a distância", disse.

O Android equipa atualmente mais de 50% dos telefones multifuncionais vendidos nos Estados Unidos. A fatia de mercado da Apple chegou a 30% e a da RIM se reduziu a 12%. A Apple permanece, ao mesmo tempo, em troca amplamente à frente do mercado de tablets, do qual controla 70%. Para Florian Mueller, consultor especializado em licenças e direitos, o julgamento de sexta-feira representa um "enorme avanço" para Apple, que vê como a justiça validou "o argumento de Steve Jobs de que Android é um produto roubado".

Contudo, muito dependerá do que acontecerá com o processo judicial. Uma audiência está prevista para 20 de setembro para determinar se a sentença de sexta-feira será anulada ou se a Samsung sofrerá sanções "punitivas" que poderiam triplicar o montante da reparação que deveria ser pago a Apple. O grupo sul-coreano já anunciou sua intenção de apelar à decisão do tribunal norte-americano.



"Vamos atuar imediatamente para apresentar um requerimento para que a decisão seja revista e, se não vencermos, iremos ao Tribunal de Apelação", disse a Samsung em um comunicado. Um elemento crucial do proceso será a capacidade que demonstra a Apple para obter uma suspensão da venda dos produtos Samsung em questão.

Dennis Crouch, especialista em direito das licenças na Universidade de Misuri, indica em seu blog que o juiz do caso dispõe de grande margem para legislar "como lhe pareça apropriado". A Samsung esta "seguramente pronta para deixar de vender cada um dos produtos em questão e a substitui-los", afirmou.

O julgamento de sexta-feira envolve também os telefones Galaxy e o tablet Galaxy 10, dois populares produtos da Samsung, mas não a sua nova estrela, o telefone móvel Galaxy S III.

Além da Samsung, outro grande perdedor pode ser o Google, fundamentalmente se a Apple continuar acusando judicialmente os produtos de outros fabricantes. "O Google não pode frear a Apple", escreveu Mueller em seu blog. "Ele terá que organizar sua retirada e proceder as modificações no Android", afirmou.


 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Consulte o ranking das instituições de ensino superior de 2010

Com base em dados divulgados pelo Ministério da Educação, o iG elaborou um ranking das melhores e piores instituições de ensino superior do País segundo o Índice Geral de Cursos (IGC). O indicador considera a qualidade a partir da média ponderada dos cursos de graduação e o resultado final é expresso em valores contínuos (que vão de 0 a 500) e em faixas (de 1 a 5).


Os conceitos de 1 e 2 são considerados desempenho insatisfatório; 3, razoável; e 4 e 5, bom. No ranking abaixo, o IGC Contínuo é usado para estabelecer o ranking, e ao lado é apresentada a nota do IGC faixa.

Para calcular o IGC, o MEC utiliza a média dos Conceitos Preliminares de Curso (CPC) da instituição. Para esta média, é utilizado o desempenho dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o quanto o curso agrega de conhecimento ao aluno do momento em que ele começa o curso superior até a formatura e variáveis como corpo docente, infraestrutura e organização didático-pedagógico. O IGC deste ano diz respeito ao desempenho do triênio 2008-2009-2010.

O ranking apresenta os resultados de 1826 instituições, entre universidades, centro universitários e faculdades. Além disso, as instituições que não receberam conceito, porque não tiveram alunos em número suficiente prestando o Enade ou porque o MEC não conseguiu aferir algum dos critérios necessários, não receberam nota e aparecem na lista completa com essa marcação. A USP não participa do Enade e, por isso, não está no ranking.






15° Melhores Conceitudas

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Governo reduzirá preços de frutas e elevará o de cigarros e bebidas


A redução do preço das frutas e hortaliças e o aumento das taxas incidentes sobre as bebidas alcoólicas e produtos derivados do tabaco são duas das ações que o Governo Federal pretende adotar para conter as mortes provocadas pelas chamadas DCNT (doenças crônicas não transmissíveis).

O conjunto de medidas anunciado nesta quinta-feira (18) pelo Ministério da Saúde pretende reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura por enfermidades como AVC (acidente vascular cerebral), câncer, diabetes e infarto.

No Brasil, a taxa de mortalidade por DCNT é de 255 a cada grupo de 100 mil habitantes. Com a proposta, espera-se chegar à taxa de 196 por 100 mil brasileiros até 2011.

"A colaboração de todos os setores sociais é essencial para o enfrentamento dessas doenças: indústria, escola e, principalmente, o papel das famílias é primordial, pois estamos falando de hábitos de vida, que incluem alimentação saudável e execícios físicos", destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Prato equilibrado e saudável


O estilo de vida com consumo abusivo de álcool, alimentos gordurosos, fumo, sedentarismo e obesidade aumenta o risco de a pessoa ter uma DCNT. Então, para estimular a ingestão de frutas, verduras e legumes, o governo prevê reduzir impostos e taxas destes produtos, para facilitar o acesso a eles, já que o preço é um empecilho.

"Defendemos incentivos fiscais e tributários para os alimentos saudáveis", disse Padilha à Agência Brasil, sem detalhar como será a adoção das medidas fiscais.

Outra medida é limitar a presença de sal, gordura e açúcar em alimentos processados. Acordo de abril com a indústria alimentícia já prevê a diminuição gradativa do sódio (sal).

Neste semestre, o ministério vai discutir com o setor a diminuição da gordura total. "É reduzir o sal que se vê no saleiro e o oculto nos alimentos", explica o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

Taxação

Por outro lado, o Governo vai aumentar os impostos sobre produtos de tabaco e álcool, para desestimular o consumo deles. A ideia é alcançar um percentual de adultos fumantes de 9% até 2022; no final dos anos 1980, ela era de 34,8% e, atualmente, é de 15%.

No início deste mês, uma Medida Provisória determinou o aumento da carga tributária dos cigarros de 60% para 81%. Além disso, acrescenta Padilha, já existem projetos no Congresso Nacional que preveem o aumento dos impostos também para as bebidas alcoólicas, produto cujo consumo tem crescido no País.

Outras propostas são acabar com os fumódromos e intensificar a fiscalização na venda de álcool para menores de 18 anos de idade.

Estímulo ao exercício

No caso das atividades físicas, outro foco do plano do Ministério da Saúde, o governo aposta no Programa Academia da Saúde, com a instalação de 4 mil equipamentos esportivos em espaços públicos até 2014.

O objetivo é que 22% da população faça exercícios físicos na hora do lazer. "Fazer atividades físicas, às vezes, não é uma escolha para o indivíduo. É a falta de opção", afirma Padilha.

DCNT em números

Dados de 2009 do Sistema de Informação de Mortalidade mostram que as DCNT concentram 72% do total de óbitos, percentual que representa mais de 742 mil mortes por ano.

As que mais matam são as doenças cardiovasculares (31,3%), o câncer (16,2%), as doenças respiratórias crônicas (5,8%) e o diabetes mellitus (5,2%).

"Essas doenças provocam impacto anual de 1% no PIB do Brasil e de 2% no PIB da América Latina, segunda estimativas da Opas. Isso porque as doenças levam à redução de produtividade no trabalho, afetando a renda familiar", destaca o ministro.

fonte: Correio do Estado